Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Subteto no Tocantins além de ilegal, fere a lógica. Laurez e Amélio tem oportunidade de eliminar esse disparate que é apropriação de salários e diferenciação entre poderes

20/10/2025 1451 visualizações

A carência de lógica nos salários do governo é espantosa.

Os servidores do sub-teto fazem manifestação nesta segunda no Palácio Araguaia.

Há década e meia tem seus salários acima do salário do governador (R$ 32 mil) tungados pelo poder público.

No Brasil, apenas quatro Estados seguem o teto do governador (SE/SP/ES e TO).

Mas atenção: o Tocantins é o menor subteto do país (Fenafisco/mai/25).

E só é aplicado no Executivo e Legislativo. TCE, TJ, Defensoria e PGE seguem o texto constitucional proporcional ao salário de desembargador.

Ah,LA, mas já ganham muito! Ora, sim, mas é a lei. Estudaram, passaram em concursos com salários públicos. Leis aprovadas pelo Legislativo.

A justificativa é a despesa quando, pela razão numérica, é de receita.

A despesa acima do teto do governo é contabilizada como despesa que de fato é, nos balanços.

O governo faz a mágica de gerar, da despesa contabilizada, nova receita livre cortando a diferença no crédito na conta e mantendo-a nos holerites.

E diz que devolver ao servidor aquilo que dele retira é aumentar despesa.

Uma apropriação indébita irrefutável que os governos tem propagandeado ao longo dos anos que cumprir a Constituição obrigaria a novas despesas.

Neste exato momento tramita no Legislativo (a pedido do Executivo) o PCCR da Educação. Despesas adicionais estimadas em R$ 160 milhões anuais.

O governo apropria-se anualmente de R$ 60 milhões dos salários dos servidores acima do teto.

Um impacto de R$ 5 milhões mensais. Não nos cofres do tesouro, mas no bolso do servidor.

Mas LA, vai diminuir receitas!!! Não!! Nem aumenta despesas! Quer ver?

Pois bem! Os auditores fiscais, por exemplo (também impactados pelo subteto) – são cerca de 3 mil os impactados no Estado - tem colocado em média R$ 10 milhões acima da meta estabelecida pela Fazenda mensalmente.

Só? Não!!! As contribuições dos servidores do subteto são calculadas sobre o subteto e não pelo salário que está no holerite.

Mas ao se aposentarem, terão os salários do plano de cargos sem o desconto do subteto.

A diferença vai sobrar para o Igeprev. Quer dizer: para o contribuinte.

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3 Comentário(s)

LUIZ AMADEUS BENITES VILAMAIOR 20/10/2025

Há um outro agravante sobre o Redutor Constitucional. O próprio Tribunal de Contas do Estado do Tocantins. Em 2017. Alertou sobre a contabilização da folha de pagamento sendo realizada pelo valor líquido e não pelo valor bruto. Uma pedalada fiscal. Ao efetuar a contabilização da folha de pagamento dos servidores pelo valor bruto. O desconto do Redutor Constitucional torna-se uma RECEITA. Pelo fato que tem que haver o cancelamento do EMPENHO de parte da despesa com salário. Não paga ao servidor público. Torna-se RESTO A PAGAR. No exercício seguinte o RESTO A PAGAR. Converte-se em OUTRAS RECEITAS. Podendo ser gasto sem compromisso de prestar contas na despesa orçamentária. Não aceito a mentira Senhores políticos. A EDUCAÇÃO TORNOU-ME UM PAI DE FAMÍLIA ESCLARECIDO.

LUIZ AMADEUS BENITES VILAMAIOR 20/10/2025

Sofro o desconto do Redutor Constitucional desde julho/2015. Não é fácil para um pai de família suportar essa humilhação. Ganha mas não recebe. Retroagindo ao Sistema Feudal. Parte do meu trabalho torna-se gratuito. Somos vítimas do descumprimento do Art. 37, X da Constituição Federal. Começou no Governo Siqueira Campos. Não foi cumprido a alteração de seu salário concomitantemente com o reajuste dos salários dos Servidores Públicos. Isto é com o mesmo índice. O salário do Governador ficou defasado. Passamos a ganhar mais que o Governador. Uma ofensa, desprestígio a quem estuda. Conseguimos por mérito através da educação passar em concurso público. Somos vítimas de políticos desonestos. Assume o mandato mas não cumprem a promessa na data da posse de cumprir à Constituição .

Edmilton Rocha Nunes 20/10/2025

Matéria jornalística excelente, verdadeira, clara,mostra de forma inequívoca, indubitável,a situação que os servidores públicos estaduais concursados em final de carreira têm parte significativa dos seus salários subtraídos indevidamente pelo governo do Tocantins.

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