Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Sub-teto: Governo aumentou folha de salários em R$ 772 milhões no ano mas quer que se leve a sério que devolver R$ 60 milhões anuais que retira dos contracheques dos servidores já contabilizados como despesa aumentará gastos!!!

10/11/2025 1649 visualizações

O governo deve nesta segunda retomar a questão do sub-teto único. Há reunião prevista com os servidores.

Técnicos já discutiram com o governador Laurez Moreira sobre o assunto.

Persistiriam, como apurou o blog na noite de ontem, resistências em função do suposto impacto.

E elas, por óbvio, só subsistem porque o poder público (Legislativo e Executivo) vem há anos dando à situação natureza de conflito receita/despesa.

Um dilema fictício que leva também a conclusões não verdadeiras por que oriundas de premissas falsas.

Mas com componentes políticos: atingiriam pessoas que já tem salários elevados. 

E como se isto pudesse legalizar (e justificar) o corte por fora no crédito de salários (a apropriação indébita), mantendo as despesas por dentro.

Se o subteto do salário do governador (R$ 32.518,44) é para reduzir despesas, ele não é aplicado no TJ, Defensoria, TCE, MPE e até na Procuradoria Geral do Estado com teto de R$ 41.845,48.

Tetos salariais são regrados pela Constituição. Nos Estados, é atrelado ao salário de desembargador. E não um teto aleatório determinado por motivação política circunstancial e paroquial.

Há teses espantosamente mentirosas. Uma delas: extinguir o subteto (e criar o teto único) irá gerar despesas.

É indiscutível que o Executivo contabiliza o salário (sem a apropriação) nas despesas de pessoal.

É público nos Relatórios de Gestão Fiscal.

Mesmo assim, o Executivo aumentou as despesas obrigatórias com salários em R$ 772 milhões em um ano (ago/24-ago/25).

E já com Laurez autorizou mais R$ 80 milhões (PCCR Educação) e criação e reajuste de cargos no Legislativo e Judiciário.

Tudo sem restabelecer o que é devido legalmente (mas retirado ilegalmente) ao funcionáiro. Sem devolver o que retira do sub-teto.

E as receitas? Para 2026, a LDO prevê aumento do orçamento para R$ 19,5 bilhões. Só de receitas não carimbadas, projeta-se um aumento de R$ 1,074 bilhões.

O teto único com a devolução do que é direito dos funcionários representaria menos R$ 60 milhões anuais de receitas (e não geração de novas despesas) ao Executivo.

Dinheiro que já não é dele, pois contabilmente creditado nas despesas.

Mais não bastasse, o Executivo do Tocantins é o que tem o menor teto remuneratório dentre as 27 unidades da Federação.

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7 Comentário(s)

Carlos Lemes 10/11/2025

Lamentável essa situação! Sou literalmente roubado mês a mês! Situação esdrúxula ! Governador, seja justo com quem trabalhou 30 anos no serviço público sem nenhuma mácula! Devolva meu dinheiro surrupiado!

LUIZ AMADEUS BENITES VILAMAIOR 10/11/2025

Dr Luiz Armando, o senhor está equivocado. Há uma manipulação contábil. Ou seja, a parcela do desconto do Redutor Constitucional. Caso fosse contabilizada, tornaria uma receita extra orçamentária (outras receitas). Em outras palavras: Há um enriquecimento ilícito por parte do Estado. Coloco-me a disposição para debater com propriedade técnica contábil.

Bonfim 10/11/2025

Agradeço por informar a verdade.

D. Neto 10/11/2025

Espero que essa novela chegue ao fim com um final feliz, pois não aguento mais ser confiscado parte de meu vencimento todo mês a mais de 10 anos pra o governo gastar como quiser, com suas mordomias

ELISANGELA PINHEIRO DE ASEVEDO ANTUNES 10/11/2025

Prezado Luiz, bom dia! O que realmente está precisando é rever o PCCS do Quadro Geral do Executivo, pois não sei de qual "cabeça" saiu a ideia de mexer neste plano, envergonhando o Estado. Nós servidores não sabemos se desistimos do concurso ou vamos trabalhar na iniciativa privada que ganharia até mais. Servidores que foram chamados em 12/2014 começaram ganhando 1.080,00 e hoje ganham 2.044,00, ou seja, em 11 anos o salário aumentou míseros R$ 964,00, enquanto os PCCR do nível médio antes de 2012, do nível superior e dos outros poderes não chega nem perto dessa ridicularização. Precisamos de ajuda.

Paulo iure ferreira Alencar 10/11/2025

E muito triste ver esta condição, todos os dias vejo notas de pesar por óbito, servidores nossos que nunca receberão os seus salários surrupiados por este executivo irresponsavel.

João Pinto de Matos 10/11/2025

Esclarecedora a matéria, mas é de se lamentar a patifaria do Governador com estes servidores. Vai pra onde a grana? A PF sabe. Governador em exercício é a sua vez!

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