Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Povão fica mais pobre pagando campanhas com seu bolso, candidato ganha mandato e salários, aumenta patrimôno mas não haveria conexão entre um e outro!! É a matemática da elite do Estado!!A mesma que o criou!!

09/11/2025 725 visualizações

Nas eleições do próximo ano, os políticos terão R$ 5 bilhões de orçamento público para suas campanhas eleitorais.

Mais R$ 1,2 bilhão de fundo partidário para despesas administrativas do partido.

Fora o horário partidário na tv (bancado também por recursos públicos/compensação de impostos). Soma do dinheiro em espécie: R$ 6,2 bilhões.

Aponto o número que é público (TSE) para lembrar a loquaz comunicação entre o patrimônio pessoal do político eleito e a sua representação. A despeito de entendimentos rasos contrários.

E o cito, a pretexto de debate (ou a sua interdição) sobre concentração de renda/patrimônios pessoais/receitas privadas/receita pública.

Muito claro na reação à postagem sobre o prefeito e a cidade de Carmolândia.Análise, por sinal, que não dizia sobre eles, mas sobre a imagem e seu fundo.

É situação que deveria ocupar a direção regional do UB (partido da senadora Dorinha Seabra e do prefeito) e o PL (do senador Eduardo Gomes). Não pela quantidade, mas qualidade.

Se cola na chapa do UB/PL (qualitativamente) a imagem espelhada pela reação do prefeito e seus seguidores, Eduardo e Dorinha teriam aí um duto a ser estancado.

Vamos tentar desenhar: se o eleitor financia sua campanha (do político) com seu suado dinheirinho, tem-se que ele (eleitor) ficou mais pobre e o político eleito mais rico.

Naquele que se corta, não se acrescenta. E sim no acrescentado. Contrário senso, não haveria necessidade do corte no cortado para ser novamente acrescentado.Certo?

Para aquele dinheiro que sai do bolso do contribuinte (sem retorno ou rendimento), para o político, acresce-se um mandato (com salários, benesses, emendas) com pouco ou nenhum investimento pessoal.

Com possibilidade concreta de aumentar mais ainda seu patrimônio. Certo ou errado?

Números do outro lado da rua? Faço o corte temporal apenas para efeito de raciocínio. Mas poderia ser pior. Pois bem:        

Em 2012 (há 13 anos) o número de pessoas em situação de pobreza no Tocantins era 39,81% da população. Ou: 550 mil. (1,383 milhão de habitantes).

Em 2025, o número de pessoas na mesma situação é 41% da população. Ou seja: 646 mil (de 1,577 milhão de pessoas).

Enquanto a população cresceu 14,02% no período, a pobreza aumentou 17,46%.

Só isto? Não!!

Em 2012 o PIB do Estado (riquezas) era de R$ 20,6 bilhões. O PIB projetado para 2025 é de R$ 70 bilhões. Um crescimento da riqueza de 240%!!!

Concluir o contrário, seria imaginar que esse exército em situação de pobreza também fizesse parte daquela orgia de lucros!!!

Ah: o prefeito de Carmolândia, com seus R$ 10 milhões de patrimônio, não gastou nenhum tostão para ganhar o emprego de R$ 15 mil mensais (quando 50% da população vive do Bolsa Família).

Sua campanha teve 75,67% dos gastos bancados pelo partido da senadora Dorinha Seabra. Ou seja, bancada pelo contribuinte.

Ele mesmo não investiu um centavo sequer do próprio bolso. Isto é uma ilegalidade? Claro que não.

Mas deve ser submetido, sim, ao escrutínio moral.

E não haveria conexão alguma!!

Um espanto!

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1 Comentário(s)

ELISANGELA PINHEIRO DE ASEVEDO ANTUNES 10/11/2025

É o que sempre falo para as pessoas. Precisamos renovar esses políticos do Tocantins, pois eles não vão fazer mais nada por nós, pois já tiveram tempo demais para fazer. Estamos só enriquecendo-os e a população não sai do lugar. As pessoas precisam enxergar isso. Eles são eleitos pelo povo, mas quando chegam na Assembleia , não fazem mais nada pelo povo, mas sim em benefício próprio. CHEGA!!!

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