Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Se tivesse conhecido Schopenhauer, Governador hesitaria em publicar no instagram no seu Campo Alegre um Wanderlei satisfeito no dia em que chorou a tragédia da ponte!!

24/12/2024 1700 visualizações

Se tivesse conhecido Schopenhauer (filósofo alemão) o governador Wanderlei Barbosa hesitaria em postar no instragram ontem deitado numa rede de balanço.

Estava comendo um “peixe frito” e sorriso aberto em sua “quinta” de Campo Alegre. No dia em que compareceu à tragédia da ponte que pode resultar em 15 famílias enlutadas.

Arthur Schopenhauer dizia (Da Morte Metafísica do Amor, Do Sofrimento do Mundo/1.844) que “nossa receptividade para a dor é quase infinita, mas o mesmo não ocorre com a nossa receptividade para o prazer, que tem limites estreitos”.

Da empatia pela manhã ao descanso festivo à noite a disparidade dos afetos em horas tão curtas materializou outro pensamento do autor do Mundo como vontade e representação. “É a infelicidade geral que é a regra, embora a infelicidade individual apareça como exceção.”

E isto não é questão de ser curraleiro ou não. Antes da criação do Estado (até a década de 70) curraleiros de Porto Nacional, Dianópolis, Tocantinópolis, Pedro Afonso ou que tais já tinham na grade curricular o francês e filosofia como disciplinas obrigatórias. Só não estudavam, se não quisessem.

Não fosse o formigamento das redes sociais, o Governador (que fez sim, sua parte, durante o dia na resposta à tragédia), teria evitado o desgaste da publicação da prefeita Cinthia Ribeiro no X que apontou o óbvio no governante: a contradição e o paradoxo do sofrimento e alegria.

Um sentimento capaz de invalidar todo o esforço na mitigação das consequências da tragèdia. Uma dor perfeitamente evitável caso os políticos tivessem feito sua parte.

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