A campanha da senadora Dorinha Seabra tem reagido à pesquisa Paraná/Fieto divulgada nesta segunda. Leio que argumentam-na destinada a desestabilizar a candidatura palaciana.
O argumento é alargado. De fato, é uma diferença pontual relevante: Vicentinho teria 52,5% das intenções de votos. A senadora Dorinha Seabra (UP) aparece com 40,4%. Uma diferença de 10,1 pontos percentuais.
Computados apenas os votos válidos, Vicentinho aumenta sua vantagem: a Paraná mostra que teria 56,5% dos votos contra apenas 43,5% das intenções de votos a Dorinha.
Mas plausível pela quantidade e qualidade da aderência de lideranças a Vicentinho no período imediatamente anterior à aplicação dos questionários.
Ademais, provocada pela coligação de Dorinha, a Justiça Eleitoral indeferiu nesta tarde pedido de tutela de urgência para suspender a pesquisa. Ou seja, a priori não teria verificado nada de errado nela.
É preciso registrar a inclinação. A Paraná Pesquisas registrou (dois dias antes das eleições) 42,3% a Vicentinho e 46,8% a Dorinha.
Nas urnas, deu 45,52% a Dorinha e 43,94% a Vicentinho. Dentro da margem de erro.
Uma semana depois, 48,5% a Dorinha e 43,3% a Vicentinho. E ai vieram as adesões a Vicentinho de deputados eleitos e prefeitos do grupo de Dorinha.
De tal modo que os 52,5% de Vicentinho desta segunda na Paraná e os 40,4% de Dorinha são condizentes com a movimentação eleitoral dos últimos dias.
Se desestabiliza, é a força da inclinação. E não da pesquisa em si.
A eleição não está decidida. Mas os números apontam um vetor.


