O eleitor brasileiro se aproxima das urnas dividido. Não só nos números relativos e absolutos das estatísticas.
Sem pesquisarem sobre a causa das coisas, aderem, ao seu modo, aquele que pode, no senso comum, prevenir-lhes do perigo no futuro.
A repartição estatística indica que pertenceria a elementos distintos, a subordinação daqueles que necessitariam de proteção não só dos outros, mas do próprio líder a que se sujeitaria.
Como as palavras tem sentido e os projetos, retórica e princípios de Lula e Flávio são antípodas, verdade e mentira, certo e errado, confiável e duvidoso não seriam escrutinados. Ou pior: não seriam reconhecidos e sequer conhecidos do eleitor.
Uma deficiência que não seria circunstancial. Mas referendada, ano a ano, deslealmente, pela própria política no descaso do “conhecimento” disponibilizado aos números estatísticos.
Para um país que sobreviveu a diversos golpes militares desde a proclamação da República, seria um paradoxo incontornável mirar o futuro sem rever o passado.
Mas a divisão estatística das intenções de voto ao invés de aproximarem-se da causa das coisas, distanciam-se tanto empírica como racionalmente: pretextam o futuro retornando justamente ao passado.
A causa das coisas.
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