A população nem sempre se ocupa dos gastos do governo. E reprova aumento de impostos.
Mas não abre mão da ajudinha da classe política que se preocupa mais com a quantidade do que com a qualidade dos gastos.
Se faltar, é só aprovar empréstimos ou elevar a arrecadação com novos impostos.
Muitos retiram impostos dos empresários para gerar mais impostos. E juram que dá resultado.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias protocolada esta semana no Legislativo estadual prevê o próximo governo fechar 2027 com uma dívida consolidada de R$ 6,225 bilhões.
O atual governo já tinha elevado a dívida consolidada de 4,793 bilhões (dezembro/2025) para R$ 5,471 bilhões (agosto/2026).
Em dois anos, R$ 1,432 milhões de aumento da dívida (25/27).
Wanderlei recebeu o Estado com uma dívida consolidada de R$ 4,753 bilhões (dezembro/2021).
Adicionando os R$ 6,225 bilhões do próximo ano, subtraindo os R$ 4,753 bilhões de 2021, são R$ 1,472 bilhões a mais, descontados os R$ 1,335 abatidos pelo atual governador no período.
Para enfrentar essa dívida, o governo fez para 2027 (na LDO) a projeção de um crescimento real do PIB regional negativo.
Uma retração de -1,6%. A menor taxa de crescimento em seis anos.
A economia regional só começaria a reagir em 2028 (+0,1%) e 2,01% (2029).
Mas os candidatos preferem bater a língua nas redes sociais, um bailão com influenciadores sociais pagos e seus seguidores.
O eleitor também tem parte nisso. É, na verdade, o principal responsavel.


