Sexta-feira, 17 de Abr de 2026

Governo acaba na prática com o Fundo Estadual de Transporte, retirando uma das promessas de campanha de Vicentinho Jr. onerando mais ainda os cofres com perda de arrecadação e buracos nas rodovias. Oposição calou-se por quê?

17/04/2026 266 visualizações

O governo decidiu abrir as porteiras para o agronegócio.

Deciciu acabar, na prática, com o Fundo Estadual de Transporte. Atende, por óbvio, o poderoso agro. 

E com uma agilidade impressionante: o pedido fora feito há dez dias pelos frigoríficos. Em reunião divulgada pelo próprio governo com registro fotográfico e tudo.

E após o prazo da janela partidária.

O governo fez uso de um expediente inusitado: por decreto, retirou da obrigação os  empresários beneficiados com regime especial enquadrados na industria que se utilize de "matéria prima" produzida no Estado e que contribuam para o Fundo de Desenvolvimento Econômico. 

Ou seja: praticamente todos os frigoríficos e empresários do agronegócio. O Estado tem sua economia fundada no setor primário, sem valor agregado.

A  maioria commodities mas que rendem R$ 16 bilhões anualmente só em exportações aos produtores. Cerca de 30% do PIB anual do Estado. Sem impostos.

O decreto foi publicado na última quarta-feira.

Os frigoríficos pagam zero de impostos na exportação e 1% na circulação interna.

O FET é de 1,2% (do transportado) e destina-se a reparar rodovias que os caminhões da produção explodem com o peso sem fiscalização nas estradas.

O agronegócio exportou em 2025 o equivalente a R$ 16 bilhões. Crescimento de 21,7% em relação a 2024.

Este ano (janeiro a março) exportou R$ 3,5 bilhões. Um crescimento de 16,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

A indústria de transformação (onde estão os frigoríficos) teve no ano passado R$ 1,2 bilhão de renúncia fiscal. Quase metade dos R$ 2,5 bilhões de renúncias que o governo concedeu em 2025.

De 2023 a 2025, o governo deixou de arrecadar com as renúncias fiscais o equivalente a R$ 6.311.784.519,59. Em três anos.

Com essa carga tributária, só os frigoríficos exportaram em 2025 a soma de R$ 3,3 bilhões. Ou: 44,90% a mais do que em 2024.

No primeiro bimestre de 2026 (janeiro/fevereiro) exportaram R$ 477,3 milhões. Mais que os R$ 227 milhões da soja.

Enquanto isto, lá no açougue, o cidadão paga uma alíquota de  12% na carne do osso e no feijão que compra para o almoço.

E as rodovias em petição de miséria.

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