As promoções da Polícia Militar devem ser divulgadas nesta sexta, mas o estrago político na Corporação já é conhecido.
Um deles: para acomodar interesses, a PM deve agregar coronéis e promover outros oficiais ao cargo, aumentando o número de oficiais dos atuais 23 para 34 coronéis. No dedaço.
O Estado, assim, terá 34 coronéis para um efetivo de 3,6 mil PMs (apenas mil soldados). Para termos de comparação, Goiás tem 35 coronéis para um efetivo de 18 mil PMs.
São Paulo, por exemplo, tem 100 coroneis para 90 mil PMs.
O ex-comandante da PM, coronel Márcio Barbosa, é pré-candidato a deputado federal.
Um dos oficiais agregados declarou ao blog nesta sexta que irá impetrar mandado de segurança contra a decisão unilateral do Comando.
Quando o coronel é agregado fica fora da PM, não é aposentado mas continua com o salário. E com a possibilidade de retornar depois.
Há regras para o assunto que estariam sendo desrespeitadas.
De outro modo: a promoção de oficial de patente inferior para o seu lugar dobra a despesa do governo.
As promoções acontecem normalmente no dia 21 de abril, mas devem ser antecipadas para esta sexta.
Na Corporação, militares denunciam que lei federal fala que a promoção é por antiguidade e merecimento alternadamente e no entanto no Estado estaria se dando por escolha pessoal em troca de apoio político.
"A lei federal está em vigor desde 12 de dezembro de 2023 e nunca foi obedecida. Por questões meramente políticas. As promoções efetuadas em 2024 e 2025 que não foram feitas alternadas são atos administrativos em desacordo com a legislação. Se houver promoção por escolha do Governador esse estará mais uma vez cometendo impropriedade administrativa", discorreu ao blog um oficial.
Outro ponto denunciado é que Já tem mais de 100 promoções por Bravura em troca de apoio político.
"Uma aberração" resumiu um ex-comandamente da PM.
Não é o primeiro escândalo da PM este ano.




