Terça-feira, 5 de Mai de 2026

Congressistas do Estado mandaram este ano de emendas de bancada e individuais ao governo apenas 5,2% das liberações e 94,8% diretamente aos prefeitos. Uma diferença maior do que no 1º quadrimestre de 2025

05/05/2026 71 visualizações

Os políticos cometem, a priori, desvios de avaliação com consequências, não raro, desastrosas.

Um deles: para eleger-se ou reeleger-se propalam os benefícios (recursos) que mandaram para Estados e municípios.

Aquilo que deveria ser obrigação (prestar contas) se transforma em ativo: ganho para o eleitor e ao político.

E não é bem assim na prática. O político recebe antecipado o pagamento: o mandato. O benefício é o resgate da nota promissória.

Se o eleitor reelegê-lo novamente ou elegê-lo, o político estará assinando outra nota promissória em troca de pagamento adiantado.

Por isto, promete. Ou renova promessas fazendo uso do artifício de que, se o fez, o fará novamente.

É o que tem à disposição diante do desuso de conteúdos e princípios programáticos partidários, substituídos, cada vez mais, pelo pragmatismo exacerbado.

Daí a mudança na legislação de emendas parlamentares anos atrás. Abrindo a possibilidade de parlamentares encaminharem emendas de bancada diretamente a municípios.

Isto fez deputados federais e senadores do Estado mandarem a municípios de janeiro a abril deste ano R$ 26,496 milhões de emendas de bancada.

E apenas R$ 5,6 milhões para o governo do Estado. Nas emendas individuais, foram R$ 455 mil para Estado e R$ 84,9 milhões para os municípios.

Somadas as emendas individuais e de bancada, foram R$ 117,5 milhões liberadas este ano (dados desta terça da STN).

Sendo 94,8% para os prefeitos e apenas 5,2% ao governo.

A proporção pró-municípios em 2026 é maior do que no primeiro quadrimestre de 2025.

Lá (2025), deputados e senadores encaminharam R$ 115,2 milhões de emendas de bancada e individual no primeiro quadrimestre.

Sendo 67,8% entregue aos prefeitos e 32,1% ao Estado.

O dado revela o efeito do ano eleitoral e de último ano de governo.

Muito claro na relação com as transferências de emendas nos demais Estados.

No país, deputados e senadores liberaram R$ 664 milhões de emendas de bancada aos governos. Destes, o repasse ao governo do Tocantins (R$ 5,6 milhões) representaria 0,85% do total.

Já para os municípios, deputados e senadores mandaram no país em 2026 de emendas de bancada a soma de R$ 521 milhões. Onde os R$ 26,4  milhões no Tocantins seriam 5,07%.

Ou seja: no país, mandou-se menos recursos para municípios. E no Estado, mais. No país, mandou-se mais recursos para os governos estaduais. No Tocantins, menos.

Mas tem outra medida: o governo do Tocantins mandou para os municípios de janeiro a abril deste ano (transferências de impostos) o total de R$ 590 milhões.

Mais que os R$ 567 milhões do primeiro quadrimestre do ano passado.

Ou: quatro vezes o valor das emendas individuais e de bancada encaminhadas pelos deputados e senadores aos prefeitos.

 

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