Segunda-feira, 4 de Mai de 2026

Dimensão e leitura dadas ao sincericídio de Hallun sobre porporcional apontam que Laurez seria adversário a ser combatido na majoritária. Contra pré-candidato sem a máquina, não é indicativo de percepção de fragilidade

04/05/2026 200 visualizações

O áudio do ex-deputado federal César Hallun (e pré-candidato a deputado estadual) tem sido explorado contra Laurez  Moreira (pré-candidato ao governo).

Não há nada demais, até onde soube vazado, no “sincericídio” de Hallun. Até porque, apesar das dificuldades (dele, claro) na proporcional, permaneceu com Laurez.

Fez contas e deve ter concluído que a legenda do PSD para federal não atingiria o quociente eleitoral ou partidário.

Ele, no entanto, é apenas parte de um todo. E obviedades, não raro, se mostram rasas e, portanto, contrariadas pelos fatos.

Na eleição passada, Tiago Dimas, Osires Damaso e Célio Moura, por exemplo, não se elegeram a federal porque seus partidos não fizeram a legenda. 

Mas não se viu, por isto, apontamentos de desidratação de Ronaldo Dimas, Paulo Mourão ou Wanderlei Barbosa.

Até porque consequências só vem depois. E não antes,  no caso, das urnas.

Caso contrário, poder-se-ia entender que Osires Damaso (PSDB) teria na janela partidária deixado o Podemos (e Dorinha Seabra) por igual receio.

Muito embora Hallun pudesse ter evitado a conversa e o meio que não favoreciam a seu candidato. E, portanto, desfavorável a ele próprio.

Do ponto de vista político-eleitoral, não há dúvidas de que o aproveitamento do teor do áudio vazado não objetivava Hallun. Mas o enfraquecimento de Laurez.

E não Hallun, pré-candidato a deputado. Mera contingência sendo tomada como elemento necessário.

Ora, se a finalidade racional e lógica (pela expressão da amplificação) era Laurez (o principal, candidato a governo, de que Hallun é acessório, candidato a deputado) a exploração sugere que o candidato do PSD seria adversário a ser combatido.

Ainda que não dispusesse da máquina estadual nem de fundos financeiros dos demais concorrentes.

Uma das supostas dificuldades elencadas (apontadas) na formação da chapa proporcional. 

Eleição não se ganha de véspera. No Estado, a probabilidade de ter segundo turno é maior do que decisão no 1º.

Se combater Laurez interessaria aos demais, a equação aponta, por lógica simplória, sentido contrário nas expectativas e intenções de votos.

Com potência para alterar a percepção dos candidatos a governo. E redirecionar suas baterias de combate.

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