Domingo, 3 de Mai de 2026

Anunciado possível apoio de Amarildo Martins a Carlos Gaguim ao Senado é mais devolutivo que resolutivo no conflito do ex-deputado e líder da Madureira entre a resiliência paternal ou partidária e a igreja

03/05/2026 123 visualizações

A informação do deputado Carlos Gaguim (UB) ao T1 Notícias ontem de que terá apoio da Igreja Madureira – se confirmado – não será resolutivo, mas devolutivo no conflito filial/partidário/paternal do ex-deputado Amarido Martins.

Amarildo comanda política e religiosamente a igreja. É também o maior líder do Agir que tem à disposição o vice-prefeito de Palmas Carlos Velozo.  Seu sobrinho.

Liderança política em ascensão cotado para Senado.

Amarildo também é pai do deputado federal Filipe Martins, que não deixou o PL na janela partidária. O PL forma chapa com o UB na majoritária.

Mas na proporcional – onde Filipe Martins disputará – não é permitida coligação.

Ou seja, nos partidos - no que interessa diretamente a Filipe, PL e ao Agir - é cada um por si e Deus por todos.

A prevalecer o quadro desenhado por Carlos Gaguim, Amarildo teria escolhido, a priori, o filho (do PL) ao partido (Agir).

De outro modo: entregaria na bandeja Velozo a deixar Filipinho na chuva, pela garantia de reeleição do filho.

E  isto apoiando uma coligação onde disputará votos com outra igreja: a Ciadseta que já tem o deputado Eli Borges (Republicanos), pré-candidato ao Senado.

Só que a possibilidade-Carlos Gaguim (reforçada com o apoio da Madureira) pode mandar Eli Borges de volta para a disputa na Câmara dos Deputados.

E dividir, novamente, votos dos religiosos com Filipinho. Isto, pela matemática, se pode dar 1 a 1, pode também chegar zero a zero.

No que, diante de probabilidades e possibilidades, precavido como é o pastor, não o faria sem a certeza do resgate da nota promissória: o mandato filial.

Um filho deputado, à possibilidade de um sobrinho Senador. Filipinho teria a seu favor a questão filial/paternal.

Ainda que os votos de um apoio a Gaguim não resultem, necessariamente, em votos diretos em Filipe.

Diferente das eleições de 2024, quando Amarildo teria optado pelo partido ao ir para o palanque de Eduardo Siqueira (Podemos), com o vice do seu partido (Agir).

A seguir o PL de Filipe Martins, o filho, que tinha sua própria candidata na Capital: a deputada Janad Valcari.

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