A informação do deputado Carlos Gaguim (UB) ao T1 Notícias ontem de que terá apoio da Igreja Madureira – se confirmado – não será resolutivo, mas devolutivo no conflito filial/partidário/paternal do ex-deputado Amarido Martins.
Amarildo comanda política e religiosamente a igreja. É também o maior líder do Agir que tem à disposição o vice-prefeito de Palmas Carlos Velozo. Seu sobrinho.
Liderança política em ascensão cotado para Senado.
Amarildo também é pai do deputado federal Filipe Martins, que não deixou o PL na janela partidária. O PL forma chapa com o UB na majoritária.
Mas na proporcional – onde Filipe Martins disputará – não é permitida coligação.
Ou seja, nos partidos - no que interessa diretamente a Filipe, PL e ao Agir - é cada um por si e Deus por todos.
A prevalecer o quadro desenhado por Carlos Gaguim, Amarildo teria escolhido, a priori, o filho (do PL) ao partido (Agir).
De outro modo: entregaria na bandeja Velozo a deixar Filipinho na chuva, pela garantia de reeleição do filho.
E isto apoiando uma coligação onde disputará votos com outra igreja: a Ciadseta que já tem o deputado Eli Borges (Republicanos), pré-candidato ao Senado.
Só que a possibilidade-Carlos Gaguim (reforçada com o apoio da Madureira) pode mandar Eli Borges de volta para a disputa na Câmara dos Deputados.
E dividir, novamente, votos dos religiosos com Filipinho. Isto, pela matemática, se pode dar 1 a 1, pode também chegar zero a zero.
No que, diante de probabilidades e possibilidades, precavido como é o pastor, não o faria sem a certeza do resgate da nota promissória: o mandato filial.
Um filho deputado, à possibilidade de um sobrinho Senador. Filipinho teria a seu favor a questão filial/paternal.
Ainda que os votos de um apoio a Gaguim não resultem, necessariamente, em votos diretos em Filipe.
Diferente das eleições de 2024, quando Amarildo teria optado pelo partido ao ir para o palanque de Eduardo Siqueira (Podemos), com o vice do seu partido (Agir).
A seguir o PL de Filipe Martins, o filho, que tinha sua própria candidata na Capital: a deputada Janad Valcari.


