Domingo, 5 de Abr de 2026

Caso não demonstre tese contrária às especuladas, Hallun pode virar um "queijo palmira", como Leonel Brizola temperou Garotinho no Rio.Diz que não quis prejudicar Laurez mas já prejudicando seus ativos

21/11/2025 832 visualizações

A situação eleitoral do ex-secretário César Hallun (a prevalecer as especulações) pode levá-lo a uma espécie de oxidação política.

Hallun foi às redes ontem explicar que decidiu afastar-se da Secretaria de Agricultura (onde fora nomeado há dois meses) por problemas de saúde.

Algo que o blog já havia informado.

Disse que médico diagnosticara fadiga e recomendara 15 dias de descanso.

Mas Hallun preferiu pedir demissão para não atrapalhar a pasta.E que políticamente continua aliado a Laurez.

É uma decisão pessoal que ninguém tem nada a ver com isto. Mas em política,os acasos tem provocação e leitura diferentes.

Para candidatar-se, teria até abril para afastar-se. E é candidato como publica a explicação com logomarca de campanha.

A disseminação do fator-bolsonarista X fator Laurez/Lula, no ar sem resposta por três dias, entretanto, já fez o estrago (ou acréscimo) devido.

A explicação de ontem (três dias após o pedido de demissão) tenta afastar as especulações políticas.

Mas evidentemente 15 dias de licença médica não seriam motivos para preocupar-se com solução de continuidade na pasta.

A decisão foi tão precipitada e prejudicial ao governo - um dia após  os dois "éles de Lula e Laurez" - que assumiu seu lugar um interino técnico da pasta.

Hallun, como é sabido, é bolsonarista ferrenho. Pelo jeito, mais ainda que o deputado Vicentinho Jr que busca o óbvio: conformação regional.

Afinal, regionalmente, a maioria dos políticos da denominada direita do Estado tem a mesma gênese: siqueirismo.

Siqueira, entretanto, não tinha propensão a trapaças muito explicita em Jair Bolsonaro que ilumina os tais à "democracia do golpe" e à negação da ciência.

Ou seja, se do ponto de vista pessoal, a explicação de César expõe truismos e atrai compaixão e compreensão, no cartesiano político a dedicação retórica de continuidade de apoio a Laurez não encontra, na concretude, um traço sequer de arquitetura para ficar de pé.

Nem refaz o passo mal dado, se assim tivesse sido. Há a questão partidária e a vaga para candidatura.

César até o verão passado era tido como filiado ao Novo. Em fevereiro deste ano divulgou-se que entrara para o PP, do deputado federal Vicentinho Jr.

Ao deixar o governo (prevalecendo a tese ideológica bolsonarista que tem mais vigor do que o altruismo de não prejudicar o governo) pode enfrentar problemas.

Isto porque se o afasta de Laurez, aproxima-o de seus antípodas, Dorinha Seabra, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim.

Vicentinho Jr (o presidente regional do PP de Hallun) já está definido como pré-candidato ao Senado da chapa de Laurez Moreira.

Tem o aval – é possível inferir - não só do governador em exercício, mas do presidente Lula, de amizade antiga com o ex-senador Vicentinho Alves que é seu pai. E do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do seu partido, o PP.

Vicentinho (ex-prefeito de Porto Nacional, ex-presidente da Assembléia, ex-deputado federal e ex-senador) que implantou o PDT no Estado, lembram-se? Levou Brizola (com quem também tinha amizade) a Porto Nacional.

Se não se cuidar, Hallun pode incorporar o “Queijo Palmira” com que Brizola temperou o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho.

E ele tem história política no Estado maior do que esta narrativa que escreveu esta semana.

E ele tem história política no Estado maior do que esta narrativa que escreveu esta semana.

Especialmente na forma como a elaborou, voluntariamente ou não

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