Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Wanderlei deixou uma bomba armada para Laurez com servidores. Se Estado dependesse apenas dele próprio, seria insolvente. Hoje tem que buscar R$ 2,3 bi anuais nas transferências para pagar salários!

15/10/2025 1314 visualizações

O governador afastado Wanderlei Barbosa deixou duas bombas armadas para o governador em exercício Laurez Moreira: o PCCR da Educação e a PEC do Subteto. Um acordo com servidores.

No primeiro, um acréscimo de R$ 150 milhões anuais na folha. No segundo, a renúncia a receitas de R$ 60 milhões/ano apropriadas dos salários maiores (cortadas no teto do salário do governador).

O Estado fechou o segundo quadrimestre de 2025 com obrigações financeiras superiores às disponibilidades de caixa. Apesar do desempenho da arrecadação de impostos (RGF). Caiu para Capag C (prévia Fazenda/STN),

Se dependesse apenas dele próprio, o governo seria insolvente. Nos últimos 12 meses (set/24 a ago/25) - RGF - registrou uma arrecadação de impostos de R$ 8,591 bilhões e gastou com salários (todos os poderes) a soma de R$ 10,959 bilhões (RGF de todos os poderes).

Ou seja: para pagar servidores buscou R$ 2,368 bilhões nas transferências federais. Dinheiro que por certo fez falta em outro lugar.

Wanderlei Barbosa conseguiu a proeza de ajustar e desajustar as contas estaduais. Pegou em 2021 o governo consumindo com todos os poderes 48,7% da RCL (não confunda RCL com arrecadação de impostos), reduziu para 47,2% (22) e entregou a Laurez o índice de comprometimento na faixa dos 59% das receitas correntes líquidas.

Se em 2023 o gasto per capita com servidor (despesas de pessoal/população) era de R$ 6,3 mil (Boletim de Finanças de Entes Subnacionais/24), fechou agosto com um gasto per capita de R$ 7,2 mil.

O Estado tem 49% de suas receitas primárias oriundas de transferências federais.

As reivindicações do funcionalismo são legítimas e legais. Mas não se vê, de outro lado, ninguém defendendo aquele que é a finalidade da administração pública: o cidadão que banca tudo.

E que por mais que pague impostos ao governo, ainda tem que abrir mão de transferências federais para bancar salários do funcionalismo.

Compartilhar

Deixe seu comentário

1 Comentário(s)

Edilmar 16/10/2025

Como analogia, então seria lícito uma pessoa se apropriar indevidamente e imoralmente por anos de recursos financeiros de outros que lhe servem, por administrar muito MAL seu orçamento e estar no vermelho, tendo como justificativa não prejudicar sua própia família ou exigir mais recursos financeiros desses??? E não ter vergonha de prejudicar seus fiéis colaboradores e familiares? E ainda ficar enrolando, enganando e só prometendo que vai corrigir, por reconhecer ser errado, mas não faz nada! Responda caro autor do texto acima! É isso que está implícito ou deixa transparecer nessa fala ou me enganei? Não foi essa a intenção, ok? Apesar da admiração ao jornalista Luiz Armando Costa e a seu canal, acredito que quem escreveu essa matéria foi bastante infeliz em misturar reinvidicações legítimas, legais, procedentes e morais de servidores públicos que assumiram cargo público através de difícil seleção pelo concurso público e, em média há 31 anos, contribuem ativamente com o crescimento e desenvolvimento do Estado, sendo que, mensalmente e há anos, vêem parte substancial dos seus vencimentos serem apropriados de forma imoral e ilegítima pelo governo, como o ilustre Luiz Armando Costa mesmo reconhece e já questionou o governo tantas vezes, inclusive nesse artigo, com outra reinvidicação também legítima e que defendo, que seria o governo administrar melhor os recursos públicos, e assim os interesses do cidadão tocantinense, não gastando indevidamente ou mal; não transformando o serviço público em cabide de emprego ou eleitoreiro; não permitindo através de órgãos de controle o desvio criminoso, sistemático e antigo de recursos públicos; e não aumentando a carga tributária como forma de sanar a falta de recursos públicos. Um erro não justifica outro de apropriação indevida de recursos financeiros de terceiros, através de uma interpretação forçada da legislação ou da não correção legal da injustiça!

Mais em Ponto Cartesiano