Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Sindifiscal manifesta preocupação com protagonismo da SEPLAN e ausência da SEFAZ na implementação do subteto único

26/11/2025 432 visualizações

Na manhã desta terça-feira (25), foi realizada mais uma rodada de tratativas da comissão mista formada por representantes das categorias impactadas pelo subteto e por integrantes do Governo do Estado. O encontro contou com a presença da Casa Civil, Secretaria da Administração (SECAD), Secretaria do Planejamento (SEPLAN), Secretaria da Segurança Pública e lideranças de entidades representativas como o SINDIFISCAL SIMED, SINDEPOL, ASMIR, AUDIFISCO e outras carreiras impactadas.

O SINDIFISCAL foi representado pelo presidente em exercício, Divaldo Andrade, que acompanhou a apresentação de novos relatórios técnicos atualizados, elaborados sob coordenação do IGEPREV, por meio da presidente Bárbara Gomes. Os relatórios, conforme informado durante a reunião, apontam para a viabilidade da instituição do Teto Remuneratório Único no Estado do Tocantins, corroborando estudos anteriores das categorias e órgãos técnicos.

No entanto, o SINDIFISCAL expressa publicamente sua preocupação com a condução do processo. A entidade vê com estranheza o novo protagonismo da SEPLAN, em detrimento da condução do processo pela Casa Civil. Historicamente, a Secretaria do Planejamento tem se posicionado de forma contrária ou reticente à implementação do subteto único, mesmo diante de reiteradas comprovações técnicas de viabilidade, o que acende um alerta sobre os rumos que a deliberação pode tomar.

A inquietação da entidade também decorre da ausência da Secretaria da Fazenda (SEFAZ) na reunião desta terça. Ressalta-se que a própria SEFAZ, por meio da Superintendência de Contabilidade e da Superintendência Financeira, já emitiu pareceres oficiais atestando a viabilidade técnica e orçamentária da medida, inclusive evidenciando que a adoção do subteto não compromete os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com os dados da própria SEFAZ, o impacto projetado na folha de pagamento resultaria em um percentual de 45,09% sobre a Receita Corrente Líquida para o exercício de 2026, valor abaixo do limite prudencial de 46,55% estabelecido pela LRF.

Diante disso, o SINDIFISCAL considera injustificável a protelação da decisão. Para a entidade, todas as etapas técnicas já foram amplamente superadas, restando agora apenas a deliberação política por parte do Chefe do Executivo. A ausência de setores estratégicos como a SEFAZ em uma reunião decisiva e o deslocamento do foco institucional para uma secretaria historicamente resistente são sinais que não trazem boas perspectivas sob a ótica da objetividade técnica.

Espera-se que, diante do esgotamento dos argumentos técnicos contrários, o Governo adote uma postura coerente com os dados apresentados, pondo fim a um impasse que já se arrasta por mais de 14 anos e impacta diretamente a segurança jurídica e a valorização dos servidores públicos estaduais.

 

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1 Comentário(s)

D. Neto 27/11/2025

Tem que ter preocupação mesmo pois os argumentos da SEPLAN são sem fundamento, são puramente de implicância mesmo, a SEPLAN devia dar em cima das renúncias fiscais do governo que chega a mais de 2 bi más como deve favorecer o sr Ronaldo Dimas e seus amigos ninguém fala, o Tocantins não se pode dar esse luxo de renunciar essa arrecadação, más se apropriar indevidamente de parte de nossos salários isso o sr Ronaldo Dimas deve ser a favor, então vamos dar um basta nisso e aprovar logo essa PEC do teto constitucional único

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