Domingo, 5 de Jul de 2026

Restrições a ações de governo no período eleitoral farão bem às contas públicas que andam capengando com novas despesas de salários na metade do ano fiscal, antes mesmo de Wanderlei entrar na campanha de Dorinha

05/07/2026 105 visualizações

As novas despesas fixas de caráter obrigatório continuado autorizadas pelo governo esta semana (salários no Tribunal de Justiça e Procuradoria do Estado) – na metade do ano fiscal e sem previsão orçamentária – contrasta com a inclinação das contas estaduais.

No geral, há certo controle nos gastos no governo Wanderlei.

O buraco dá fundo é quando enfrenta pressão do funcionalismo e do agronegócio por mais renúncias fiscais. Aí a coisa desgringola.

E não é aparada pela Casa Civil que tem assessorado Wanderlei a tomar medidas problemáticas.

Como ele é focado no abraço do povão, as consequências ao seu projeto político podem chegar mais tarde.

O governo fez (transparências deste domingo) despesas (empenhou) da ordem de R$ 11,2 bilhões de janeiro a junho deste ano.

É 25,8% superior às despesas empenhadas de janeiro a junho de 2025: R$ 8,9 bilhões (R$ 2,3 bilhões).

As receitas totais no 1º semestre de 2025 somaram R$ 9,01 bilhões contra R$ 11,5 bilhões em 2026. Um acréscimo de 26,6%.

Ocorre que destas receitas de 2026, a soma de R$ 1,9 bilhão é contabilizada como resultado de operações de crédito. E que em igual período do ano passado ficaram em R$ 141 milhões.

Retirando-os (terá que amortizá-los com encargos), o governo teria obtido recurso de R$ 9,6 bi no 1º semestre contra empenhos de R$ 11,2 bilhões.

Poder-se-ia subtrair os investimentos (finalidade das operações). Mas eles foram R$ 348 milhões no ano passado e este ano são de apenas R$ 737 milhões.

Para efeito de comparação: a inflação no período foi de 4,72%.

É um governo que teve dinheiro a mais que a inflação e ainda teve que tomar emprestado R$ 1,9 bilhão.

De outro modo: acertou Wanderlei a não entrar na campanha de Dorinha no primeiro semestre. A situação não é nada boa.

E desde ontem está proibido legalmente de fazê-lo.

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