Um exemplo de prejuízos que a política eleitoral concede não só aos cofres públicos, mas aos servidores.
Há um mês (no lançamento da pré-campanha de Dorinha Seabra), Wanderlei Barbosa anunciou uma correção da data-base na ordem de 3,90%.
Um mês depois, os demais poderes o seguiram como está publicado desde ontem no Diário do Legislativo: 3,90% de reajuste aos seus.
Alertei aqui dos riscos óbvios: o período aquisitivo seria maio/25-abril/26. E não havia a previsão do índice de abril.
Pois bem: o BC e o mercado preveem agora (ontem) para abril uma inflação de 0,89% projetando 4,37% nos últimos doze meses (maio/25-abril/26).
Era 3,9% em março. Abril era imprevisível ainda. Mas tinha a campanha eleitoral.
Na ponta do lápis: a pressa eleitoral levou um prejuízo na data-base de 10,7% (0,47 pontos percentuais).
Significa uma perda anual para a inflação de R$ R$101 milhões nos holerites, considerada a folha de pagamento empenhada de todos os poderes em abril de 2026: R$ 1,018 bilhão.
Mas os sindicalistas estavam animados feito pinto no lixo ontem no Palácio Araguaia.



