As convenções de ontem foram celebrações democráticas. E é importante ressaltar a preocupação dos líderes contra os excessos. Não se tem conhecimento de intercorrências.
Isto é relevante e auxilia a Justiça Eleitoral a manter a campanha sob as regras estabelecidas. Fato que legitima as eleições, postulantes e eleitos.
Ninguém ali discursou sobre insegurança de urnas, por exemplo. Ou atacou adversários de forma não civilizada.
Mas há questões a serem destacadas:
1) A PM se dedicou a contar os convencionais do grupo governista (no Plano Diretor) e pode não ter tido combustível para contar da oposição (Taquaralto). Apontou 25 mil pessoas no Espaço Cultural.
Número que foi arredondado para 100 mil nas imediações pelos correligionários e jornalistas extasiados com base em não se sabe o quê.
O critério, como recorrente, foi o chutômetro: a grande praça do Espaço tem 6 mil m2 e padrão técnico é de 4 a 6 pessoas por m2, multiplicou e pronto. Na cabeça do eleitor , no entanto, a imagem opera outras derivações menos subjetivas.
A PM, apesar de ter candidatos, é uma polícia de Estado e não de governo. O PM quando vai para a política (se elegendo ou não) não retorna à corporação apenas um polícial de Estado. Mas um polícial da política.
Escólio: em 2010, na reeleição de Carlos Gaguim, a mesma PM na campanha contou 100 mil pessoas numa caminhada governista na Avenida JK, entre o Bradesco e Encanel (800 metros).
2)Apagão - O comício da oposição sofreu um apagão de energia elétrica no momento do discurso do candidato. Um acaso extraordinário.
Escólio: na campanha de Raul Filho (PPS) na Capital (contra a candidata governista Nilmar Ruiz), com a presença da ex-ministra e depois ex-presidente Dilma Roussef (ainda no PDT) no palanque em 2000, um apagão na rede energia atrapalhou os discursos.
Apesar da PM, Carlos Gaguim foi derrotado em 2010 para governo. E Nilmar, mesmo com apagão, por pouco não perde a eleição: 49,56% contra 47,07% de Raul.


