Quinta-feira, 6 de Ago de 2026

PM conta público de Dorinha e omite participantes da convenção de Vicentinho que sofreu apagão de energia. É o passado batendo à porta!!

06/08/2026 286 visualizações

As convenções de ontem foram celebrações democráticas. E é importante ressaltar a preocupação dos líderes contra os excessos. Não se tem conhecimento de intercorrências.

Isto é relevante e auxilia a Justiça Eleitoral a manter a campanha sob as regras estabelecidas. Fato que legitima as eleições, postulantes e eleitos.

Ninguém ali discursou sobre insegurança de urnas, por exemplo. Ou atacou adversários de forma não civilizada.

Mas há questões a serem destacadas:

1) A PM se dedicou a contar os convencionais do grupo governista (no Plano Diretor) e pode não ter tido combustível para contar da oposição (Taquaralto). Apontou 25 mil pessoas no Espaço Cultural.

Número que foi arredondado para 100 mil nas imediações pelos correligionários e jornalistas extasiados com base em não se sabe o quê.

O critério, como recorrente,  foi o chutômetro: a grande praça do Espaço tem 6 mil m2 e padrão técnico é de 4 a 6 pessoas por m2, multiplicou e pronto. Na cabeça do eleitor , no entanto, a imagem opera outras  derivações menos subjetivas.

A PM, apesar de ter candidatos, é uma polícia de Estado e não de governo. O PM quando vai para a política (se elegendo ou não) não retorna à corporação apenas um polícial de Estado. Mas um polícial da política.

Escólio: em 2010, na reeleição de Carlos Gaguim, a mesma PM na campanha contou 100 mil pessoas numa caminhada governista na Avenida JK, entre o Bradesco e Encanel (800 metros).

2)Apagão - O comício da oposição sofreu um apagão de energia elétrica no momento do discurso do candidato. Um acaso extraordinário.

Escólio: na campanha de Raul Filho (PPS) na Capital (contra a candidata governista Nilmar Ruiz), com a presença da ex-ministra e depois ex-presidente Dilma Roussef (ainda no PDT) no palanque em 2000, um apagão na rede energia atrapalhou os discursos.

Apesar da PM, Carlos Gaguim foi derrotado em 2010 para governo. E Nilmar, mesmo com apagão, por pouco não perde a eleição: 49,56% contra 47,07% de Raul.

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