Os políticos do Estado proporcionaram ontem um caldo de excentricidades de tirar “pica-pau do ôco”.
Não fossem, todos eles, financiados pelos impostos, seus projetos não interessariam ao coletivo.
Se estenderiam tão somente a seus perímetros de cunho pessoal.
Primeiro - A candidata que se tem como do governo, Dorinha Seabra (Federação Progressista), não compareceu à convenção do Republicanos (do governo) que homologou Atos Gomes como o seu vice indicado pelo governador.
Ainda assim, conforme a assessoria da Senadora, ela teria sido "ovacionada" pelos republicanos, no que dá bem a medida e flexão dos afetos.
Wanderlei seria, assim, o pai entregando o filho e o dote; e a noiva que não escolheu voluntariamente renegando o trato.
Desconfia que dote por dote, estaria, ela, entregando mais e sob uma fiscalização do varão.
Rejeitando publicamente o noivo ainda que não possa negá-lo. A que a "claque" ovacionaria, claro, com toda a razão diante da efetividade irremediável do enlace.
No dia anterior, a mesma Dorinha estava empolgada na convenção do Podemos (que não está na sua chapa) onde acentuou a pretensão de reeleição do prefeito Eduardo Siqueira.
Convenção a que não compareceu Wanderlei.
Como parece óbvio, se eleita, Dorinha terá problemas com Wanderlei. A prefeitura de Palmas é só mais um deles.
O governador tem livre trânsito entre os deputados. Deve reeleger o filho e conserva ainda aliados ali.
Com um pé no Executivo e outro no Legislativo, tem potência para transformar um eventual governo do UB num inferno.
As escaramuças da escolha do vice e a inclinação de Dorinha por Eduardo é apenas ponto de partida.
Segundo - O candidato do PSD, Laurez Moreira, homologou sua chapa majoritária incluindo o nome do senador Irajá Abreu (PSD) que pediu ser incluído fora da coligação.
Uma coligação que tem PSD, PSB, PDT, PT, PV e PCdoB.
Ou seja, contrariamente a Dorinha que não pode pedir Atos para sair ainda que quisesse, Laurez pede a Irajá que não saia.
Ainda que o Senador peça uma intervenção que, ao invés dele, que saia Laurez.
Uma convenção para definir o palanque de Lula no Estado que não contou com a presença da coordenadora da campanha do Presidente no Tocantins.
E Vicentinho Jr, Amélio e Alexandre Guimarães seguem livres, leves e soltos.


