Terça-feira, 4 de Ago de 2026

Podemos decide não fazer coligação para Senador mas delibera coligar-se com Dorinha. Engenharia política sugere projeto futuro e não presente do partido comandado por Eduardo Siqueira e confrontos com Wanderlei em dois anos

04/08/2026 243 visualizações

O Podemos homologou duas candidaturas avulsas ao Senado ontem: Vanderlei Luxemburgo e Ronaldo Dimas. E apoio a Dorinha Seabra.

Significa que o partido não fará coligação para Senado com a Federação Progressista (UB/PP), PL, Republicanos e que tais. Mas vai coligar-se com o grupo governista para governo. É a lei.

A convenção foi selada pela presidente nacional, deputada Renata Abreu. No cartesiano político, o ambiente das deliberações tem mais sentido futuro do que presente.

Dimas e Luxemburgo (pelas intenções de voto das pesquisas) tem pouco prazo (e bastante ofício) para deixar as últimas colocações.

Mesmo após pré-campanha intensa. E dividindo os votos do Senado do grupo, pior ainda.

Mas ao partido interessa o apoio de Dorinha (numa eventual eleição) tanto a Ronaldo Dimas (Araguaína) quando a Eduardo Siqueira (Palmas) daqui a dois anos.

Eleição que na Capital e em Araguaína, o Podemos pode enfrentar o grupo do governador Wanderlei Barbosa, hoje aliado e junto com o Podemos por Dorinha.

O Podemos tem apenas um prefeito no Estado: o próprio Eduardo. Não é desempenho favorável a disputar governos.

Eduardo Siqueira, entretanto, conseguiu unir o grupo circunstancialmente com projetos pessoais conflitantes. Deve tê-lo convencido do projeto futuro. E não do presente.

Na chapa proporcional, terá trabalho para fazer o quociente eleitoral de  147 mil votos de 2026 para eleger um deputado federal.

Ainda que tenha Sandoval Cardoso e Tiago Dimas. E na proporcional não tem coligação. Ou seja: só os votos do partido.

No plano estadual, a ex-deputada e ex-presidente da Assembléia Legislativa, Luana Ribeiro, pode ser uma das surpresas da eleição.

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