O Podemos homologou duas candidaturas avulsas ao Senado ontem: Vanderlei Luxemburgo e Ronaldo Dimas. E apoio a Dorinha Seabra.
Significa que o partido não fará coligação para Senado com a Federação Progressista (UB/PP), PL, Republicanos e que tais. Mas vai coligar-se com o grupo governista para governo. É a lei.
A convenção foi selada pela presidente nacional, deputada Renata Abreu. No cartesiano político, o ambiente das deliberações tem mais sentido futuro do que presente.
Dimas e Luxemburgo (pelas intenções de voto das pesquisas) tem pouco prazo (e bastante ofício) para deixar as últimas colocações.
Mesmo após pré-campanha intensa. E dividindo os votos do Senado do grupo, pior ainda.
Mas ao partido interessa o apoio de Dorinha (numa eventual eleição) tanto a Ronaldo Dimas (Araguaína) quando a Eduardo Siqueira (Palmas) daqui a dois anos.
Eleição que na Capital e em Araguaína, o Podemos pode enfrentar o grupo do governador Wanderlei Barbosa, hoje aliado e junto com o Podemos por Dorinha.
O Podemos tem apenas um prefeito no Estado: o próprio Eduardo. Não é desempenho favorável a disputar governos.
Eduardo Siqueira, entretanto, conseguiu unir o grupo circunstancialmente com projetos pessoais conflitantes. Deve tê-lo convencido do projeto futuro. E não do presente.
Na chapa proporcional, terá trabalho para fazer o quociente eleitoral de 147 mil votos de 2026 para eleger um deputado federal.
Ainda que tenha Sandoval Cardoso e Tiago Dimas. E na proporcional não tem coligação. Ou seja: só os votos do partido.
No plano estadual, a ex-deputada e ex-presidente da Assembléia Legislativa, Luana Ribeiro, pode ser uma das surpresas da eleição.


