Terça-feira, 4 de Ago de 2026

Direita no país não é só o polo contrário da esquerda: subordinação de Flávio por partidos aliados sugere falhas do bolsonarismo no controle das legendas

O bolsonarismo, com efeito, oportunizou à direita assumir-se como direita. Estabeleceu, de forma nítida, essa linha imaginária que a separa da esquerda.E que UB, PP e Republicanos imaginam passar-lhe a borracha com a neutralidade também imaginária numa disputa objetiva entre direita e esquerda. Meu artigo desta terça no NC News
04/08/2026 48 visualizações

Depois do PP e UB, o Republicanos oficializou ontem a neutralidade na campanha presidencial. Esnobaram, os três, o cargo de vice-presidente do PL.

Os índices da BTG/Nexus (ontem) não concederiam, por certo, fundamento ao “lava-mão” dos partidos da direita.

Com 37% (Flávio) e 41% (Lula) – o presidente oscilando para baixo e o senador para cima – a razão física os reaproximaria do PL e não do PT.

Ainda que o PT já tenha ficado mais próximo do PL com o vice José Alencar (PL/PR). E aí a idéia de distância seria apenas circunstancial.

Sob a existente perspectiva de reaproximação, por óbvio, se projetaria a ideia de que a subjunção novamente dos partidos ao PL não fosse questão de mero acaso contingencial, mas determinismo necessário.

O bolsonarismo, com efeito, oportunizou à direita assumir-se como direita. Estabeleceu, de forma nítida, essa linha imaginária que a separa da esquerda.

E que UB, PP e Republicanos imaginam passar-lhe a borracha com a neutralidade também imaginária numa disputa objetiva entre direita e esquerda.

 

E aí a subsunção dos partidos ao bolsonarismo se inclinaria dependente daquilo que as pesquisas indicassem.

E caberia a Flávio, como o cabeça de chapa, armado destes números, estabelecer o perímetro do quadrado. Disso que aparentemente se mostra despido por nanismo político.

Incapaz de ser preenchido pelo escapismo de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, que flerta com Michele Bolsonaro.

Nessa quarta tem a Quaest (pós-convenção Flávio, Milei e Lulinha). Uma por outra (perdas e ganhos de ambos) é provável que se mantenha a direção de quase certo segundo turno.

A tendência de bi-polarização com incerteza de resultado, deduz-se, pode ter levado os partidos a deixarem de lado seus conteúdos programáticos e filosóficos, para apostar nas bancadas estaduais.

Afinal, no país, o Congresso manda e o Executivo obedece. Não são poderes apenas  interdependentes.

De outro modo: a direita no país não é só um grupo de direita.

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