Segunda-feira, 8 de Jun de 2026

Partidos que tendem a unir-se ao grupo palaciano terão um bilhão a mais de recursos de fundo de campanha do que os dois principais adversários do governo. Direitona receberá R$ 2,5 bilhões para pedir votos

08/06/2026 117 visualizações

A regra da distribuição do fundo eleitoral segue o número de deputados federais por partido.

Obviamente que a régua favoreceria a manutenção de desigualdades.

Ainda que se pudesse argumentar que mais parlamentares eleitos exigissem mais recursos de fundo (para reeleição, claro), os partidos para aumentar número de parlamentares eleitos também.

Evidente que o esforço para ser eleito pela primeira vez é superior, regra geral, ao necessário dispender numa reeleição.

E aí fica explícita a desigualdade de condições.

Muito clara nos valores do fundo eleitoral divulgado esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Resguardadas as devidas proporções, o grupo de partidos que se reúne em torno da candidata Dorinha Seabra (UB) terá, em nível nacional, R$ 2,5 bilhões de fundo eleitoral (PL/UB/SD/Republicanos/Podemos/PP).

Já o grupo do vice Laurez Moreira (se acertada aliança com a Federação PT/PV/PCdoB) ficará com R$ 1,4 bilhões.

Isto se considerarmos que o PSD consiga agrupar todos os partidos de esquerda (PT/PDT/PSD/PSB/PSOL/Rede/PCdoB).

Vicentinho Jr (por enquanto PSDB/MDB) ficaria com apenas R$ 547 milhões.

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