Há rumores de que o governo pode judicializar a questão do Dom Orione que anunciou não atenderia mais a partir desta segunda se não recebesse R$ 49 milhões atrasados.
Não seria a ação mais adequada. Até aqui, o governo (salvo equívocos pontuais que parece ser o caso) tem se dedicado à saúde.
Um processo judicial demandaria prazo e prejuízos no planejamento. E desgastes políticos em área sensível. Demandas judiciais levam 10% do custeio da saúde todo ano.
E atravessa orçamento/planejamento. Cerca de R$ 40 milhões. Quase a dívida cobrada pelo Dom Orione que a execução orçamentária permite quitação.
Há receitas. Tanto que governo paga salários do funcionalismo com antecipação de duas semanas. Prioridades.
E que justificam uma inversão, dado o número de cirurgias eletivas realizadas no ano passado no Estado: 16 mil.
No último ano de Mauro Carlesse, somando os dois meses de Wanderlei (2021) elas não passaram de 2.729.
Em 2025, por exemplo, o governo suplementou em R$ 1,5 bilhões orçamento da saúde (35%). De R$ 2,843 bilhões para R$ 3,871 bilhões.
É 118% superior ao último orçamento de Mauro Carlesse (R$1,611 bilhões/21). Em apenas quatro anos.
De 2022 a 2025, o custeio aumentou mais do que os gastos com pessoal: 77,4% contra 47,6% nos salários. Uma clara inflexão para a finalidade da pasta.
Não pagar hospital e em Araguaína e em período eleitoral, ou é birra política que deve dar comichão para ser mau.
Ou incompetência da Fazenda e Planejamento. Sob a inação dos agentes políticos.



