Terça-feira, 28 de Jul de 2026

Wanderlei Barbosa pede engajamento de servidores, secretários e parlamentares na campanha de Dorinha e deputados iniciam defesa de Atos Gomes para dar sentido político à indicação familiar do governador para vice

28/07/2026 155 visualizações

A política eleitoral no Estado segue como é: no estado primitivo.

O governador Wanderlei Barbosa liderou na noite de ontem encontro do Republicanos.

Ali, pediu engajamento de servidores, secretários e parlamentares na campanha de Dorinha Seabra.

No palanque estavam Dorinha, Eduardo Gomes Carlos Gaguim e também o deputado Ricardo Ayres.

Ayres que, ontem, junto com a deputada Janad Valcari e o pré-candidato a deputado, Fábio Vaz, iniciaram campanha “Atos Gomes” na vice. Todos do Republicanos como Wanderlei.

Um movimento que tem a função única de retirar do ambiente familiar a indicação do vice que de fato é. A uma semana da convenção, não poderia ser mais explícito como o atraso.

A decisão de Wanderlei coincidiu com os números da pesquisa Lucro Ativo (liberada ontem pela Justiça Eleitoral).

Eles dão a Dorinha extraordinários 10 pontos percentuais sobre Vicentinho Jr (37,40%/27%. E, como um passe de mágica, uma rejeição de 20,1%, menor do que os 26,20% que rejeitariam Vicentinho.

A pesquisa da Lucro Ativo foi realizada de 21 a 25 de julho. Praticamente igual período da Paraná Pesquisas (21 a 24 de julho) divulgada na sexta.

No que levanta a pergunta: que eleitores são estes que dão duas respostas diametralmente opostas quase simultaneamente em quatro dias.

Isto porque, contrariamente à Lucro Ativo, os números da Paraná são mais condizentes com as pesquisas anteriores do mesmo instituto. Na outra, não.

Na Paraná se mostrava (de 21 a 24 de julho) Vicentinho com 15,87% na espontânea (Dorinha 13,8%).

Na Lucro (21 a 25 de julho) Dorinha com 33,40% e Vicentinho, 24,33% (espontânea) são índices extraordinariamente inusitados numa pesquisa espontânea (onde não se mostra nomes) e para um mesmo período.

Na estimulada (Lucro Ativo), Dorinha aparece com 37,40% e Vicentinho 34,4%, quase na margem de erro de 3 pontos percentuais. Já na Paraná (mesmo período), Dorinha teria 34,4% e Vicentinho 33,5%. Quase dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Na rejeição pode estar o X da questão: Dorinha, estacionada nas intenções de votos estimulado, teria reduzido extraordinariamente sua rejeição.

Dos 30,2% da Paraná Pesquisas, teria caído para 20,13% (Lucro).

E Vicentinho que já teria alcançado Dorinha na estimulada (ambas as pesquisas)  teria aumentado sua rejeição de 17,5% para 26,20%. Do nada.

Pode-se concluir pela Lucro que Dorinha teria reduzido sua rejeição, mas não acrescentado voto algum por que estacionada.

E Vicentinho apesar de ter aumentado a rejeição, pasmem, não perdeu votos: pelo contrário, ganhou até praticamente o empate técnico.

Isto com os demais pré-candidatos do mesmo tamanho em ambas as pesquisas.

Algo, como se nota, está fora das estatísticas, da física e da matemática.

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