Os advogados da Paraná Pesquisa protocolaram petição às 17h49 de ontem ao TRE (na Representação da Federação PP/UB) informando ao Tribunal que não só não descumpriu ou vazou os números de uma pesquisa (disseminada nas redes).
Mas, intimado, o Paraná Pesquisas fez questão de afirmar que os números não condizem com os resultados encontrados.
Instituto Paraná que é dado nos bastidores políticos sob controle do presidente nacional do PL., Valdemar Costa Neto.
PL que está na chapa majoritária da senadora Dorinha Seabra (UB) com o senador Eduardo Gomes, presidente regional do partido de Valdemar.
Obviamente os desempenhos, se não favoreceriam a um, beneficiariam a outro. Um deles eliminado pela negação afirmativa do instituto que os teria coletado.
Poderia simplesmente defender-se que não descumpriu a decisão judicial. Deixando para a polícia investigar o vazamento ilegal.
Defende-se o Paraná:
“Intimado para prestar esclarecimentos e defesa, comparece o instituto nesse momento processual para afirmar que não divulgou nem anuiu com a divulgação do resultado eleitoral questionado nesses autos, que, inclusive, não é aquele apurado pelo instituto, inexistindo responsabilidade ou anuência para com a irregularidade identificada.”
Vamos recapitular: o Rede (cuja filha do ex-presidente é pré-candidata a deputada pelo UB) – no meio da confusão o Rede/Sustentabilidade decidiu lançar chapa ao governo - pediu a suspensão da divulgação da Paraná.
No pedido (e decisão da Justiça) não se questiona os números. Parte do que seria essa suposta pesquisa teria sido vazada. E aí a Paraná entrou com recurso para...liberar a pesquisa.
A Federação de Dorinha (PP/UB) então entrou com quatro recursos contra perfis que divulgaram os resultados que haviam sido suspensos a pedido do Rede.
E aí o Paraná vem e diz que não vazou (estava proibida) mas, sem ser indagada objetivamente, acrescenta que os números (da pesquisa não divulgada) não seriam os disseminados!!!!!
Tipo assim: não comi, minha boca nem está suja...!!!!veja!!!
E qual seria, então, a solução: ora a liberação das pesquisas!!! Ou não é??? Isto porque a única justificativa apontada pela Justiça Eleitoral foi o acréscimo de pesquisa para presidente, num pedido de registro que informava apenas governador e senador!! Assim como avaliação de governos.
Quanto à ausência de especificação detalhada e concreta do sistema de controle interno e fiscalização de campo aduzida pelo representante, em uma análise superficial, não vislumbro tal deficiência, escreveu a Juiza Eleitoral no deferimendo do pedido de suspensão feito pelo Rede.
Ali não se fala em fraude na coleta e tabulação dos números!!
A Federação UB/PP deveria, assim, convencer o Rede a divulgar as pesquisas. Já tem até o apoio do Paraná Pesquisas.
E o Rede, que agora tem candidatura a governo, tem mais que justificativa para sondar o "mercado".
É ou não é???


