A disputa antecipada pela presidência da Assembléia Legislativa no próximo biênio tem certos ingredientes muito nítidos.
Se prevalecerão, só os dias que seguem até fevereiro dirão.
No partido do governador eleito, Vicentinho Jr (PSDB), do outro lado da corrente Moisemar (PL) há também o deputado estadual eleito, Toinho Andrade, que já presidiu o Legislativo.
Amélio Cayres (vice-governador eleito e atual presidente) que o substituiu deve ter a exata noção do que herdou.
Mas Toinho pensa em retornar ao cargo, apesar da densidade eleitoral (17.947 votos).
Moisemar Marinho (PL) – que especula-se ser a aposta do governo – tem aí pelo menos dois pontos que lhe são favoráveis em relação ao tucano: 1) votos: 26.158 sufrágios e 2) a relação Amélio/Toinho, que não é assintomática.
Elementos que podem equilibrar o fato do deputado do PL ter deixado Dorinha Seabra por Vicentinho Jr somente no segundo turno nas eleições.
E de sua natural dificuldade para atrair votos e liderar deputados agora oposicionistas para a base do governo nas matérias de interesse do Executivo. É, diria-se, um noviço.
Sendo que o PSDB teria, na sua própria base, Valdemar Jr (MDB) - mesmo partido do atual presidente e vice-governador eleito e presidente da CCJ - com mais experiência, relacionamento e conhecimento do regimento do Legislativo que Moisemar.
E tenha saído das urnas com 20.957 votos e ir para o seu quarto mandato de deputado. Contra o que será o segundo de Moisemar.
Diversionismo puro, se concretizado.
PS: Valdemar nasceu na casa de frente da que nasceu Vicentinho Alves (o pai) e cresceu fazendo peraltices na rua Grande, atravessando de pés descalços os cinco ou seis metros de terra batida que o separava da casa e loja de material de construção do Comandante Vicentão (o avô) e sua cadeira de fibras.


