O pedreiro Augusto, nos seus 94 anos (comemorados em setembro), rememora esta semana a batalha que foi erguer a Igreja São Judas Tadeu, de Padre Luso Matos, em Porto Nacional, no início da década de 60. A igrejinha completou 63 anos ontem e foi construida por meu pai nos finais de semana.
Uma obra voluntária que demorou dois anos para ser construída e que presenciei seu esforço na primeira infância para transformá-la em realidade no alto da rua do Buracão.
Um lugar à época distante e rodeado de pobreza, como gostava Padre Luso.
E feita de forma voluntária pela dedicação que tinha meu pai a Padre Luso, em processo de beatificação no Vaticano.
Padre Luso foi aquele que o recebeu no Seminário São José depois de caminhar cerca de 800 km de Formosa do Rio Preto, no Nordeste baiano, até Porto Nacional em busca de sobrevivência.
Após praticamente toda família ser dizimada por febre tifóide. Sem saneamento básico e sem vacinas.
Uma veneração tão grande que colocou o sobrenome Tadeu em um dos filhos e me apadrinhou com o padre. Augusto está agora aposentado.
Mas se descuidarmos, ele sobe no telhado para tirar goteiras de casa.
Em Porto Nacional, dê uma passada na Igrejinha ou no Museu de Padre Luso, ao lado da Catedral. Não irá se arrepender.
Salve meu velho pai Augusto! Salve meu padrinho Padre Luso!! Salve os autos do passsado!! Salve a vida!


