Terça-feira, 19 de Mai de 2026

Ministro do UB no Estado: o dia em que descobrimos que somos calorosos e calorentos, mas não precisamos nos preocupar pois temos potencial para ser sucesso no Ministério de Davi Alcolumbre, mais conhecido como "Batoré"

19/05/2026 161 visualizações

No dia em que a senadora Dorinha Seabra (UB) - pré-candidata ao governo - contou em discurso no Palácio Araguaia doze parlamentares na bancada que coordena no Congresso (são na verdade três senadores e oito deputados = 11) e a ausência do governador Wanderlei Barbosa foi a maior presença, jornalistas foram obrigados a degustar  Fred Siqueira, das Comunicações.

“O Tocantins não é só caloroso e calorento, é um estado que tem todo potencial para ser casa de sucesso do ministério”, reproduzem os portais e influenciadores.

Você pode estar se perguntando: que conexão haveria entre afeto, temperatura, inclusão digital e sucesso do Ministério das Comunicações.

A doxa do ministro Fred Siqueira (União Brasil) ontem propôs uma revolução na semântica e na física não fora o preconceito intrínseco: “o Estado” sentiria calor com muita facilidade, na literalidade do termo.

Uma metonímia mal ajambrada destas que revelam o autor e obra. Lembram-se do que os goianos chamavam os nortenses? Indolentes!! Fred faz uma releitura de igual sentido: calorentos.

Obviamente que o potencial observado surge na declaração como termo acessório do principal que é o “caloroso e calorento”. Não é só isto, mas também aquilo.

Quando me lembro que a rádio-comunicação já era meio desde o início do século passado no Norte de Goiás no auxilio às aeronaves da Cruzeiro, FAB, Aerolínieas, Varig e Vasp que cortavam o país.

 E o que dizer de  Lysias Rodrigues!!! com o correio aéreo nacional!! É provável que o Estado já fosse calorento.

Mas Fred pudesse avaliar que nem tão calorosos. pois devem pulular no seu cérebro os primitivos Xerente, Kraô-Canela, Karajás com sua cultura "inculta" como deve achar os Pankararu. Chamem o Domingos Jorge Velho!!

Poderia ter optado por referir-se ao clima quente dependente das forças da natureza – como o de Pernambuco seu Estado – mas preferiu levar a determinação do sentido dos afetos: calorento.

De outro modo: o Estado seria mais fraco. Haveria calor, sim, mas nem tanto. Ele é que seria calorento, apreendendo e sentindo com maior intensidade a luz do sol.

Sou levado a projetar Fred Siqueira discursando em Porto Alegre: esse Estado do Rio Grande do Sul não é só friento, mas tem potencial.

Isto tudo aí para entregar um laboratório de computadores recondicionados que serão, recuperados, doados a estudantes pobres.

E calorentos, claro. Como aqueles dos engenhos de Pernambuco na 1ª República.

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