Puxa-sacos do governador no Palácio persistem na estratégia burra de propor a Wanderlei Barbosa, com os escassos recursos auriculares de que dispõem, uma guerra insana contra a prefeita da Capital, Cínthia Ribeiro.
Uma resposta à crise na saúde (que aliás não é só desse governo) de que a grosseria e inconsequência do secretário de Saúde, Afonso Piva, como bom peão, na sexta, a exemplo dos demais peões puxa-sacos (que mais atrapalham que auxiliam), seria despacho de mero expediente.
As pechas-chave desse xadrez – como é lógico – não estão nos corredores do HGP ou do Palácio. E sim nos jatinhos dos empresários que enchem as burras com o orçamento da Saúde, taxiados no Aeroporto de Palmas, nas lanchas luxuosas no lago, nos carrões importados nas ruas e nos condomínios de mansões da cidade. As verdadeiras rainhas do jogo. Afinal, o orçamento da saúde anual é de R$ 2 bilhões. Um mimo aqui, outro lá, é café pequeno.
Talvez resida aí o fato do poder público não se acertar em construir um Hospital Municipal. Em 2018, o governo abiscoitou (apropriou-se) emenda parlamentar de R$ 25 milhões destinada ao Hospital Universitário. Um nosocômio de 400 leitos, 70 UTIs e R$ 120 milhões na Arso 131 anunciado em 2015 para término em 2018. Já estamos em 2023. Do governo. Mas Piva aponta o dedo só para Cínthia.
Em maio do ano passado, governo (secretaria de Parcerias e secretaria de Saúde), prefeitura e Ministério Público firmaram compromisso para construção de um Hospital Municipal de Palmas. A área de 48 mil m2 ao lado do Hospital do Amor. Imóvel do governo. E Piva aponta o dedo só para Cínthia.
No ano passado (decreto 6.550) o governo anunciou a criação do Hospital da Mulher na Capital. Ali na ACSU 130. E nada. Mas Piva aponta o dedo só para Cínthia. Em Gurupi, o Hospital Geral de Gurupi patina há 13 anos depois de emenda parlamentar da ex-senadora Kátia Abreu. O de Araguaína, da mesma forma, ainda que sejam repetidos em planos plurianuais e justificativa de empréstimos bancários.
Técnicos do próprio governo e ex-secretários de Saúde apontam ao blog que existiria uma deficiência de cerca de 50 pacientes constantemente no HGP e que estariam jogados no “corredor da morte” por falta de leitos, resultando na morte de muitos deles enquanto há leitos disponíveis na rede privada que poderiam evitar essa tragédia. Para eles, na Capital existem ao menos dois hospitais a venda que possuem o dobro desses leitos necessários para atender a demanda atual.
De outro modo, o problema é sistêmico. Não haveria, portanto, justificativas plausíveis para a reação dos puxa-sacos (que estão ali mesmo só para isto) em desfavor dos assessores sérios e competentes que Wanderlei os tem, como é notório, ao lado no governo. E que por certo devem estar orientando o governador acerca da soma negativa de entrar na vibe de buscar culpados. Até porque os tem dentro da própria administração.
Enquanto escrevo, o juiz Gilson Valadares Coelho determinou, ontem, ao Secretário de Saúde remover idoso de 89 anos com hemorragia da UPA Sul para o HGP. Obviamente, a Justiça só entrou no caso por força de alguma resistência da regulação do HGP, sob comando de Afonso Piva!!!
A regulação de Afonso Piva deve entender que a hemorragia não seria emergência e que poderia ser tratada na UPA Sul se a prefeita Cínthia tivesse interesse.
No meio da semana havia (G1 Tocantins) 70 pessoas nas UPAS dependendo da regulação do HGP. O tratamento político de Piva ao caso reforça intenções.
Até este domingo, por outro lado, não há notícia de inquérito policial para investigar as circunstâncias do óbito (supostamente pela demora da regulação) da dona de casa Aurilene Dias da Silva. Já se passou uma semana desde o último domingo do óbito.
Os fatos estão a indicar explicita negligência na ocorrência do óbito. E caso para a Polícia Civil e o Ministério Público. Mas ainda nada.


