Segunda-feira, 27 de Abr de 2026

Impasse no Legislativo sobre benefícios a servidores deriva da dificuldade do governo de construir maioria para manter o veto em votação que é secreta

27/04/2026 120 visualizações

A semana pode significar virada de chave na relação Executivo/Legislativo.

No próximo dia 2 de maio expira o prazo para que deputados apreciem o veto do governador nas MPs das gratificações e indenizações a servidores.

Caso contrário, tudo com dantes no quartel de Abrantes.

Após o veto, o Executivo encaminhou novas MPs de igual teor que foram devolvidas pelo Legislativo.

Nada disso estaria acontecendo se o Executivo conservasse a quase unanimidade que possuía na Assembléia.

No governo Wanderlei, os deputados não derrubaram um veto sequer do Executivo.

E quando se opuseram, foi de forma negociada com o Palácio.

Era só construir maioria e mandar colocar o veto em votação para não travar o Executivo e o Legislativo.

Ou seja, o problema no Legislativo não é Amélio Cayres.

E sim a incapacidade do Executivo de fazer maioria (que tinha e o perdeu) favorável a seu veto.

Eleva as dificuldades do Executivo, certamente, a dívida que tem com os parlamentares.

Como apurou o blog nesta segunda, a dívida de emendas do Executivo com os parlamentares até abril já alcançaria a R$ 67 milhões.

O Executivo tem feito uso dos recursos depositados no fundo como expediente político.

Só libera a emenda mediante acordos políticos.

E a isto os deputados tem sido refratários.

Especialmente de olho nos seus mandatos e nos acordos necessários a seus próprios projetos.

Preocupação que não tem Wanderlei já que decidiu permanecer no governo até o fim.

Como ocorrera recentemente com os deputados agora oposicionistas Olintho Neto e Junior Geo.

Na calculadora do Legislativo, Wanderlei teria hoje apenas 12 deputados a seu lado.

Para derrubar o veto o quórum necessários é maioria absoluta (50% + 1). Um risco e tanto.

Ainda mais tendo-se que a votação é secreta e um só turno.

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