A semana pode significar virada de chave na relação Executivo/Legislativo.
No próximo dia 2 de maio expira o prazo para que deputados apreciem o veto do governador nas MPs das gratificações e indenizações a servidores.
Caso contrário, tudo com dantes no quartel de Abrantes.
Após o veto, o Executivo encaminhou novas MPs de igual teor que foram devolvidas pelo Legislativo.
Nada disso estaria acontecendo se o Executivo conservasse a quase unanimidade que possuía na Assembléia.
No governo Wanderlei, os deputados não derrubaram um veto sequer do Executivo.
E quando se opuseram, foi de forma negociada com o Palácio.
Era só construir maioria e mandar colocar o veto em votação para não travar o Executivo e o Legislativo.
Ou seja, o problema no Legislativo não é Amélio Cayres.
E sim a incapacidade do Executivo de fazer maioria (que tinha e o perdeu) favorável a seu veto.
Eleva as dificuldades do Executivo, certamente, a dívida que tem com os parlamentares.
Como apurou o blog nesta segunda, a dívida de emendas do Executivo com os parlamentares até abril já alcançaria a R$ 67 milhões.
O Executivo tem feito uso dos recursos depositados no fundo como expediente político.
Só libera a emenda mediante acordos políticos.
E a isto os deputados tem sido refratários.
Especialmente de olho nos seus mandatos e nos acordos necessários a seus próprios projetos.
Preocupação que não tem Wanderlei já que decidiu permanecer no governo até o fim.
Como ocorrera recentemente com os deputados agora oposicionistas Olintho Neto e Junior Geo.
Na calculadora do Legislativo, Wanderlei teria hoje apenas 12 deputados a seu lado.
Para derrubar o veto o quórum necessários é maioria absoluta (50% + 1). Um risco e tanto.
Ainda mais tendo-se que a votação é secreta e um só turno.



