Sábado, 25 de Abr de 2026

Recomendação da PGJ para que Assembléia anule resoluções que devolveram MPs ao Executivo sela de vez o enfrentamento político entre Amélio Cayres X Wanderlei Barbosa com implicações na administração pública. Que Deus nos salve a todos!!

25/04/2026 132 visualizações

A recomendação de ontem da Procuradoria Geral de Justiça para que o Legislativo torne sem efeito resoluções que devolveram sumariamente duas MPs do governo e as coloque em tramitação escala, de vez, a crise político-eleitoral entre os dois poderes.

E expõe, de modo irrefutável, a tensão entre Wanderlei Barbosa e Amélio Cayres.

Do ponto de vista jurídico, a jurisprudência do STF favorece ao Palácio Araguaia. Competências constitucionais, prerrogativas discricionárias.

Tanto no veto como nas novas MPs após o veto das emendas. E a PGJ o aponta muito bem.

Amélio não pode devolver MPs do Executivo sem justificativa plausível e fundamento jurídico.

Deputados não podem criar despesas aleatoriamente (no caso, aumentar  indenizações e gratificações a servidores) para governo pagar e  sem autorização do Executivo.

Nem estudo de impacto financeiro. Dinheiro não nasce em pé de manga, de abacaxi ou soja. Nem é encontrado em tetas de vaca leiteira.

A questão concorre para a judicialização. Com grandes possibilidades de o Palácio sair-se vencedor.

A crise, por outro lado, ilumina como se desenvolveriam Executivo e Legislativo. Só aprovam aquilo que lhes diz respeito.

Contrariados, é cada um pro seu lado e com suas idiossincrasias.

Quem nem sempre é o lado do público que paga.

Mas Wanderlei fez bem em enquadrar os ímpetos eleitorais de Amélio e sua turma.

 

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