O vereador Josmundo (PL) – presidente da CPI da BRK – é um gaiato. Se não fosse pago pelo contribuinte para representá-lo no poder Legislativo, seria um profissional de picadeiro de circo (com todo respeito aos circenses). Um mal profissional, que se note.

Senão vejamos: disse em entrevista (gravada) ao T1 Notícias que a CPI é séria e que cancelou a 2ª convocação do CEO da BRK diante da iminência do seu (dele, CEO da BRK) não comparecimento.

Não ficou por aí: justificou ainda o cancelamento à falta de informação (dele, da CPI e da Câmara, lógico) porque o processo estaria em "segredo de justiça."  Imagina um pedido sobre CPI em segredo de justiça.

Resta evidente que se assim tivesse pedido a BRK ao STF, estaria, com o tal segredo, demonstrando o contrário do que pregou a Josmundo e ele o tenha aceitado: haveria razões para a empresa querer segredo numa CPI. Uma comissão legislativa pública sobre uma concessão pública.

Caros, como você lê aí na reprodução, Josmundo atendeu, na verdade, “petição” da BRK na mesma sexta, 12, em que o STF negou igual pedido à empresa nos mesmos termos. De outro modo: a razão que o STF não concedeu à BRK, recebeu a generosidade antecipada de Josmundo.

Ou seja, ainda que, digamos, ele "apenas" contrariasse a legislação sobre não comparecimento de convocações de CPIs (e se o desse como válido e legítimo),  a decisão do cancelamento atendeu a BRK e não aos trabalhos da Comissão.

E isto teria se dado a partir de "uma preocupação" do presidente da própria Comissão. E não dos membros da Comissão ou determinado pelo poder Judiciário, que, ao contrário, posicionou-se em favor da coisa pública.

Josmundo, assim, preocupou-se mais com a BRK do que com a CPI, patrimônio público e a população que paga à empresa uma das maiores tarifas de água e esgoto do país. Toma emprestado de bancos e lança debêntures (para captação de mais grana no mercado) e não investe, de forma adequada, no bem estar do cidadão que paga a conta.

Além disso, o processo no STF não corria em segredo de notícia coisa nenhuma. É uma mentira deslavada. Má fé ou alienação. Em ambos, ter-se-ia motivos incontestáveis para derrubá-lo da presidência da Comissão. E submetê-lo a escrutinio popular e do eleitor. Um trabalho mal feito.

Ainda que estivesse em segredo de justiça o processo no STF, seria implausível que a Câmara de Palmas  (parte no processo e para tanto tem uma procuradoria e a CPI tem assessoria jurídica) não tivesse na sexta, 12, conhecimento de petição da BRK no STF, protocolada as 09:53:18 do dia anterior, 11 de abril, acessível a qualquer cidadão no portal do STF.

Mas tascou Josmundo ao T1 Notícias: “ a gente não aceita pressão”, na “iminência de (CEO da BRK) não vir”.

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