Domingo, 31 de Mai de 2026

"É virgem! Só que morou no Rio": Wagner Rodrigues apóia Dorinha, do seu partido, mas troca Gaguim, Eli e Dimas por Irajá de Laurez!! Um operário de sua obra sem partido num sistema partidário. Não pode ser coisa séria!!

31/05/2026 161 visualizações

Vamos lá!!! O prefeito de Araguaína (121 mil eleitores) Wagner Rodrigues (UB) anunciou esta semana que seus candidatos ao Senado são Eduardo Gomes (PL) e Irajá Abreu (PSD).

Eduardo Gomes da chapa de Dorinha Seabra (UB), legenda onde está alojado o prefeito. E Irajá, do grupo de Laurez Moreira (PSD), seu oponente.

Isto aí foi anunciado em portais e redes sociais como um ganho do grupo de Dorinha. Exemplo de fortalecimento e crescimento de sua campanha. Tipo assim: ninguém sai, ninguém saí.

O anúncio seguiu-se a evento comemorativo do apoio de Ronaldo Dimas (ex-prefeito) e Tiago Dimas (deputado federal) – do Podemos – à Senadora. O presidente regional do Podemos, Eduardo Siqueira, já havia declarado apoio a Dorinha.

Mereceria uma explicação de Wagner (eleito ao cargo público por um partido) se a escolha demonstraria sua posição contrária a Ronaldo Dimas - criador do qual é criatura e que sucedeu na prefeitura - e Carlos Gaguim (do seu partido).

Ou talvez apenas favorável a Eduardo Gomes e Irajá por algum motivo que o fizesse "trair" o seu partido (e seu preletor) e, por lógica, sua candidata ao governo, ainda que a retórica tentasse sinalizar o contrário.

Ou ainda: a estratégia fosse destinada a combater Alexandre Guimarães (MDB) - candidato ao Senado na chapa de Vicente Jr - que, dependendo do resultado das urnas, pode obter o comando do colégio eleitoral.

Ou seja, Wagner estaria, indiretamente, observando preocupação com Vicentinho Jr. E aí, por mera lógica,  uma extensão do risco Dorinha na linha da transversalidade política.

Uma explicação, a priori, meia boca porque se a meta era atingir Alexandre, optar por Eduardo e Irajá estaria, ainda assim, certificando fragilidades eleitorais de Dimas, Gaguim e Eli. Certo?

De forma tal que compensasse as perdas (dele, Wagner e de Dorinha) com a exposição das escolhas na forma como demonstrada.

Dorinha tem ainda como candidatos ao Senado o  deputado Carlos Gaguim (UB), Eli Borges (Republicanos), Vanderlei Luxemburgo (Podemos) e Ronaldo Dimas (Podemos).

Diferente das eleições proporcionais, na majoritária (Senado e Governo) vence quem tem mais votos. De cinco anunciados no grupo de Dorinha, três estão destinados à derrota.

Nesta composição de partidos e candidatos do grupo poder-se-ia contar que todos os candidatos ao Senado pedissem votos para o mesmo candidato ao governo: Dorinha Seabra. A ordem dos fatores não alteraria a soma.

No Senado, no entanto, é natural raciocinar que, ao contrário de Wagner Rodrigues, a senadora Dorinha Seabra (presidente regional do UB e da Federação UB/PP) agregue, com maior vigor, à sua candidatura Carlos Gaguim (do seu partido) e Eduardo Gomes (PL) que formularam sua própria candidatura.

De resto, esperar que o eleitor faça a digestão dessa salada que se amplifica como aliança.

Um grupo em que não se consegue fechar uma chapa majoritária coesa (lembram-se do Vote nos 3?) onde emergem não só duas candidaturas ao Senado.

Mas outras três candidaturas avulsas. E partidos declaram aliança publicamente, mas correm de formar coligações para governo.

É esperar as convenções quando a conversa tem o último prazo para  mostrar-se séria.

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