Vamos lá!!! O prefeito de Araguaína (121 mil eleitores) Wagner Rodrigues (UB) anunciou esta semana que seus candidatos ao Senado são Eduardo Gomes (PL) e Irajá Abreu (PSD).
Eduardo Gomes da chapa de Dorinha Seabra (UB), legenda onde está alojado o prefeito. E Irajá, do grupo de Laurez Moreira (PSD), seu oponente.
Isto aí foi anunciado em portais e redes sociais como um ganho do grupo de Dorinha. Exemplo de fortalecimento e crescimento de sua campanha. Tipo assim: ninguém sai, ninguém saí.
O anúncio seguiu-se a evento comemorativo do apoio de Ronaldo Dimas (ex-prefeito) e Tiago Dimas (deputado federal) – do Podemos – à Senadora. O presidente regional do Podemos, Eduardo Siqueira, já havia declarado apoio a Dorinha.
Mereceria uma explicação de Wagner (eleito ao cargo público por um partido) se a escolha demonstraria sua posição contrária a Ronaldo Dimas - criador do qual é criatura e que sucedeu na prefeitura - e Carlos Gaguim (do seu partido).
Ou talvez apenas favorável a Eduardo Gomes e Irajá por algum motivo que o fizesse "trair" o seu partido (e seu preletor) e, por lógica, sua candidata ao governo, ainda que a retórica tentasse sinalizar o contrário.
Ou ainda: a estratégia fosse destinada a combater Alexandre Guimarães (MDB) - candidato ao Senado na chapa de Vicente Jr - que, dependendo do resultado das urnas, pode obter o comando do colégio eleitoral.
Ou seja, Wagner estaria, indiretamente, observando preocupação com Vicentinho Jr. E aí, por mera lógica, uma extensão do risco Dorinha na linha da transversalidade política.
Uma explicação, a priori, meia boca porque se a meta era atingir Alexandre, optar por Eduardo e Irajá estaria, ainda assim, certificando fragilidades eleitorais de Dimas, Gaguim e Eli. Certo?
De forma tal que compensasse as perdas (dele, Wagner e de Dorinha) com a exposição das escolhas na forma como demonstrada.
Dorinha tem ainda como candidatos ao Senado o deputado Carlos Gaguim (UB), Eli Borges (Republicanos), Vanderlei Luxemburgo (Podemos) e Ronaldo Dimas (Podemos).
Diferente das eleições proporcionais, na majoritária (Senado e Governo) vence quem tem mais votos. De cinco anunciados no grupo de Dorinha, três estão destinados à derrota.
Nesta composição de partidos e candidatos do grupo poder-se-ia contar que todos os candidatos ao Senado pedissem votos para o mesmo candidato ao governo: Dorinha Seabra. A ordem dos fatores não alteraria a soma.
No Senado, no entanto, é natural raciocinar que, ao contrário de Wagner Rodrigues, a senadora Dorinha Seabra (presidente regional do UB e da Federação UB/PP) agregue, com maior vigor, à sua candidatura Carlos Gaguim (do seu partido) e Eduardo Gomes (PL) que formularam sua própria candidatura.
De resto, esperar que o eleitor faça a digestão dessa salada que se amplifica como aliança.
Um grupo em que não se consegue fechar uma chapa majoritária coesa (lembram-se do Vote nos 3?) onde emergem não só duas candidaturas ao Senado.
Mas outras três candidaturas avulsas. E partidos declaram aliança publicamente, mas correm de formar coligações para governo.
É esperar as convenções quando a conversa tem o último prazo para mostrar-se séria.




