As pesquisas (não só no Estado) tem assumido papel cada vez mais de verdade objetiva.
Ainda que sejam mero instrumento de dialética na defesa de proposições.
E, obviamente, a verdade objetiva não pode ser considerada acidental. E sim propositada e planejada.
A Justiça Eleitoral tem, na medida do possível, tentado modular os "garotos essperrtos".
Está prevista para a próxima semana a divulgação de duas pesquisas no Estado: Veritas (terça,9) e Paraná Pesquisa (quarta,10)
São pesquisas para governador e senador. Equipes em campo. Bancadas pelos próprios institutos.
A pesquisa Paraná custou R$ 40 mil ao instituto. Ele que banca. A da Veritas R$ 93 mil e 380. Também paga pelo instituto.
A Paraná divulgou ontem uma pesquisa do Rio de Janeiro. Pesquisa registrada pelos institutos não teria, em tese, razão alguma para não ser divulgada.
O Veritas, entretanto, fez duas pesquisas em maio para governador e senador no Estado do Tocantins ao custo declarado de R$ 187 mil e 320 (bancado pelo instituto) mas optou por não disponibilizá-las ao público.
A pergunta é: o que motivaria um instituto de pesquisa desembolsar um valor destes para aferir intenções de votos e não mostrar ao público?
E que comercialmente cobrisse a despesa de R$ 187 mil com pesquisas em um mês.
Somando os R$ 93 mil e 940 da pesquisa que será divulgada na próxima terça, um custo de R$ 281 mil e 260 para o Veritas.
Em menos de mês: as outras duas pesquisas da Veritas (não divulgadas) foram em 10 e 19 de maio.
Que impulso o faria desenvolver esforço e dinheiro e engavetar os números?
Qual seria a atividade fim do instituto de pesquisa?
Afinal, no privado, há pesquisas (que são obrigatoriamente também registradas) contratadas e pagas por candidatos que decidem a conveniência de divulgar ou não o resultado.
Não seria racional um instituto de pesquisas prospectar intenções de candidato destinado a seu interesse meramente estatístico. Para quê?
A pesquisa, como lógico, é o negócio dos institutos. E não o resultado delas.
Devem ser uns samaritanos.


