Sexta-feira, 16 de Out de 2026

Dorinha e Wanderlei olharam tanto para o abismo que o abismo agora olha para dentro deles. Consumiram meses de política na autofagia do grupo

16/10/2026 238 visualizações

É de Nietzsche (Para além do bem e do mal) o axioma: “E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.”

A reação da campanha de Dorinha/Wanderlei indo às ruas (a candidata está até sorrindo) – muito embora as pesquisas ainda não tenham registrado o resultado do movimento – tende a dar ao axioma de Nietzsche o sentido de teorema.

Dorinha e Wanderlei ficaram por meses olhando para o abismo que tinha nome: Vicentinho Jr/Amélio/Alexandre. Inertes como desinteressados ou despreocupados.

Mas ocupavam-se de suas vestes: exercitavam o vício do ilusionismo com postulações de candidaturas que a estratégia  colocada em prática as destinava a natimortas para sobrevida de escolhidas.

Uma espécie de materialismo histórico de base invertida. Mas também carregado de autofagia. Ignorando que as sobras não sobrariam. Elas também teriam destino.

E aí o abismo passou a olhar para dentro de Dorinha/Wanderlei. Para efeito de raciocínio, tomemos o Real Times Big Data (ligado a políticos do grupo).

Dorinha que tinha 39% em março contra 13% de Vicentinho, passou (mesmo instituto) para 35% a 25% (junho), 33% a 30% (agosto), 42% a 36% (setembro), 44% a 39% (outubro) e 42% a 36% (3 de outubro).

Nas urnas deu 45,52% a 43,94% (dos votos válidos). Era o abismo não  mais no retrovisor. Mas no espelho.

O Real Times Big Data tem pesquisa prevista para ser divulgada no segundo turno na próxima terça, dia 20.

Mas o Quaest desta semana registrou inversão: Vicentinho 49% e Dorinha 42%.

Ou seja: o abismo já está dentro de Dorinha e Wanderlei. Daí a exasperação da campanha para devolver o abismo ao seu lugar.

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