Quinta-feira, 15 de Out de 2026

Confronto de áudios vazados de governador e ex-comandante da PM jogam lama no TRE e dois deputados federais eleitos da base de Dorinha e Wanderlei. Mas Palácio vê só traidores na boca de cena a empurrar-lhes às coxias

15/10/2026 394 visualizações

Essa troca de áudios entre o governador Wanderlei Barbosa e o agora suplente de deputado federal, ex-comandante da PM, Márcio Barbosa, é exemplar.

Recebi cópia da fala de Wanderlei na noite de ontem e de Márcio na manhã de hoje. Não as publiquei em respeito às famílias de ambos.

Mas é inconteste que emergem das “conversas vazadas” inescrupulosas” relações escoradas na coisa pública.

Não só do governo, mas em R$ 10 milhões que o coronel agora revela que Wanderlei teria lhe informado ter (como presidente do Republicanos) para investir nos seus escolhidos. Dinheiro do fundo eleitoral que tem a mesma origem: o bolso do contribuinte. Público.

Grupo do qual teria intuido Marcio não fazer parte. Apesar de suas atividades no Comando da PM que passou a ser, no governo de Wanderlei, notoriamente uma polícia de governo. E não de estado sob seu comando.

É, afinal, inusual um governador de Estado aceitar propostas de auxílios de um comandante à tropa sem a apresentação de planejamento, como anotou Wanderlei na crítica a Márcio vazada.

Isto tão somente para ressaltar (inocente, puro e besta) sua condescendência com o coronel. "Mas eu aceitei", diz o Governador no áudio. Ainda que agora revelasse que o coronel, na ocasião, o tivesse colocado em situação difícil.

Mas há situações piores. Uma delas gravíssima: a exposição, por um coronel e ex-comandante da Polícia Militar, de que um deputado federal reeleito e outro eleito (possíveis beneficiários) teriam implementado gestões ilegais e ilegítimas no TRE.

Finalidade: para que fosse determinada sua inelegibilidade. E que, de fato, se deu no Tribunal, que indeferiu sua candidatura por por 4 votos a 3. Restabelecida pelo TSE.

Nenhum dos dois citados (Ricardo Ayres e Fábio Vaz) veio a público refutar as colocações do coronel da PM. 

Ambos, os então candidatos (eleito e reeleito), turbinados por Wanderlei na campanha, como é público. Em desfavor de Márcio Barbosa. Jogo jogado nas democracias.

Do ponto de vista político, os áudios só realçam o método político de Wanderlei na campanha eleitoral.

Fez, no caso, convites ao Coronel, a pedido de Dorinha (que se note) quando já havia se decidido por Atos Gomes.

Vem daí a jogada do lançamento de Eli, em oposição a Carlos Gaguim (o candidato de Dorinha ao Senado) – como apontou o blog à época – apenas como instrumento de pressão à candidata do UB.

Atos processado, descartou Márcio como o fez com Amélio Cayres (que entendeu as regras do jogo a tempo) e Eli Borges e tantos outros que buscam Vicentinho.

Wanderlei e Dorinha podem ser derrotados, com  máquina e tudo, por seus próprios erros. Dentre ele, a empáfia.

Do que tem se aproveitado, com êxito, seu adversário nas urnas do próximo dia 25.

A campanha de Dorinha necessita de mais sola de sapato do que de "língua ressentida".

Ainda há tempo.

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