Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Diferente das ilações da base de Wanderlei e do que possa inferir sua defesa, decisão de Flávio Dino foi desfavorável ao governador afastado. E, por pura lógica, suscitando dúvidas apenas sobre foro de Ayres, legitima e tranquiliza Laurez no cargo

16/09/2025 1074 visualizações

A decisão do ministro Flávio Dino (STF) sobre reclamação do deputado federal Ricardo Ayres tem suscitado dúvidas sem qualquer fundamento.

O Ministro afastou peremptoriamente avaliação de mérito (sobre as investigações), apreciando tão somente as garantias parlamentares de foro.

Não avaliou sequer a própria competência. Daí o deferimento parcial, mandando a parte que respeita a Ayres seja remetida ao STF.

Aí, sim, para decisão sobre se a investigação continua no STJ ou no STF. Sobre Ricardo Ayres, repita-se.

Ah, LA, mas ele suspendeu o inquérito em tramitação no STJ. Sim. Mas exclusivamente para Ricardo Ayres. E só até a decisão do STF. É lá que se decidirá a competência de foro.

Ele, Dino, não suspendeu as investigações contra Ricardo Ayres. Citou desmembramento. Significa que as investigações contra Ayres não serão suspensas literalmente.

A suspensão apenas se dará até definição do foro. No popular: não vai começar tudo do zero. Não vai recomeçar porque não foi paralisado o inquérito. E paralisação é diferente de suspensão.

Nos demais, como o governador afastado Wanderlei Barbosa, Dino manteve claramente “o prosseguimento das investigações em relação aos demais investigados”. No STJ.

É provável que a defesa de Wanderlei tenha protocolado ontem pedido para que a decisão de Dino seja estendida a Wanderlei.

Ou seja: a suspensão do inquérito até decisão do STF sobre as competências. Uma dúvida, a priori, inexistente dado que o foro de governador é o STJ.

Sem prejuízo do fato de que os recursos de Wanderlei já tramitam numa turma do STF. E o de Ricardo Ayres em outra.

É como o STF fosse “pera, uva, maçã, salada mista.”

A decisão de Dino, contrariamente, é desfavorável a Wanderlei Barbosa.

E isto numa corte onde quase a unanimidade dos ministros se bate contra os crimes praticados pelo bolsonarismo.

E que tem recebido acusações contundentes do governador do mais populoso e mais rico Estado brasileiro, do Republicanos, mesmo partido de Wanderlei, não é um pano de fundo a dar base a expectativas positivas.

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