O governo do Tocantins fechou o segundo quadrimestre no vermelho. Uma liquidez negativa de -2,36%.
No popular: obrigações financeiras maiores que as disponibilidade de caixa na faixa de R$ 362,9 milhões negativos.
Apesar da elevação das receitas correntes líquidas de R$ 13,094 bilhões (2023) para R$ 15,348 bilhões (agosto/2025);
Os números foram apurados pelo blog na Secretaria da Fazenda e dizem respeito à previa da Capag/2025.
A queda na liquidez é acentuada. Na Capag 2023 (divulgada em 2024) era de 36,8% (positivos). Caiu para 4,66% (2024 divulgada em abril/2025).
Ou seja, de 2023 a agosto de 2025 (-2,36%) a liquidez levou um tombo de 39,6 pontos percentuais. Comeu o que reservara e ainda entrou no negativo.
Se considerarmos os demais índices da Capag, o desempenho não foi diferente.
Na poupança (despesas correntes/receita corrente ajustada) o índice passou de 88,9% (2023) para os atuais 90,15%. Significa que as despesas aumentaram no comprometimento das receitas.
O dado positivo é que no endividamento, o índice reduziu. Passou de 31,9% (2023) para 24% (agosto/2025).
O endividamento é resultado da dívida consolidada/receita corrente líquida. O desempenho se deu, em larga medida, pela elevação das receitas.
O resultado disto tudo é que o Estado fechou o segundo quadrimestre na letra C da Capag. Caiu de B (2023) para a C (2025) quando alimentava expectativas de entrar no seleto grupo da letra A.
Em tese, sem possibilidade de realizar empréstimos com aval da União e sujeito a ter transferências de convênios bloqueadas.
Algo praticamente impossível, como já apontara este blog nos últimos meses.


