A campanha eleitoral deste ano tem acentuado certo mau-caratismo de “profissionais” de comunicação, publicitários e políticos.
A Constituição assegura a todos, indistintamente, direito de expressão. Jornalista nenhum é obrigado a não ter lado político.
E tem a livre escolha de aceitar publicidade (inclusive eleitoral) de candidatos. É perfeitamente legal e jornalistas não sobrevivem de pão caido dos céus para levar informação.
Ilegal é, em troca de patrocínio, aceitar não só a divulgação de matéria positiva ao anunciante. Mas entregar-lhe uma espécie de “plus” na forma de fake-news.
Isto porque além de cometerem um crime, praticariam desonestidade com seus leitores. E um desserviço à democracia. Expediente que tem ocorrido quase que em tempo real.
A desembargadora Silvana Maria Parfieniuk (juíza auxiliar de propaganda do TRE) determinou ontem ao deputado Alexandre Guimarães (candidato ao Senado) acesso aos dados internos da Quaest (divulgada na quarta).
Ainda ontem, o juiz auxiliar Roniclay Alves de Morais, determinou que o Jornal Opção Tocantins retire do ar, no prazo de 24 horas, a matéria que o associava ao chamado “escândalo do lixo”.
Como é óbvio, o material especulativo não tinha espelho na realidade. E, não só ele, mas todos os candidatos governistas ao Senado são citados ou acusados em investigações.
Outros foram condenados e recorreram. O Opção fez escolha por citar Alexandre que já estaria disputando voto a voto com os governistas.
O Opção também havia embarcado na história de que Dorinha poderia vencer no primeiro turno. A partir de uma contabilidade criativa dos publicitários da Senadora sobre os números da Quaest.
O Opção é um caso exemplar. Tem história de jornalismo sério em Goiás.
A Quaest, com efeito, não tem aferido intenções de votos com assertividade no Estado. Os números estão aí no Google para avaliações.
Como matemática é uma ciência exata, caberia ao Instituto demonstrar as razões para o presuntivo desvio estatístico.
Um desvio que diz respeito não só a números políticos. Mas ao futuro de uma economina de R$ 60 bilhões anuais (PIB), um orçamento de R$ 80 bilhões (em quatro a nos) e 900 mil pessoas de baixa renda (56% da população do Estado).
Subordinados a pesquisas registradas no TRE ao custo de cerca de R$ 117 mil que custou a pesquisa Quaest divulgada anteontem.
E matéria prima é o que não lhes faltará: de hoje a dia 30, pelo menos cinco institutos prometem divulgar pesquisas registradas. Hoje tem Real Times Big Data, amanha (Veritas), depois de amanhã (Olhar Público) no dia 29 tem Correio do Povo e dia 30 de setembro está prevista divulgação da Vope.


