A pesquisa Quaest (divulgada ontem) mostra uma inclinação favorável à senadora Dorinha Seabra (UP) a dez dias das eleições.
Em um mês a Senadora teria crescido cinco pontos percentuais e o deputado federal Vicentinho Jr apenas um ponto percentual.
Dorinha ganhou (em 30 dias) 45 mil votos e Vicentinho apenas 9 mil eleitores. Uma proporção preocupante ao tucano. Uma relação 4 X 1 pró-Dorinha.
O suficiente para a candidata do Palácio aumentar sua diferença de votos para com o tucano, alimentando no Palácio expectativas sobre maior probabilidade de eleição no 1º turno.
Mas não é bem assim. Os números indicam uma eleição apertada.
Consideremos como referencial o percentual de votos válidos das eleições de 2022 (75% do aptos a votar). Em 2026, tem-se 1,182 milhões aptos (TRE). Ou: 893.592 votos válidos projetados (aplicando o percentual de 2022).
Uma conta aproximada muito embora os índices tenham se repetido proporcionalmente nas eleições no Estado.
Na pesquisa de ontem, Dorinha teria, assim, 375 mil votos (42%) e Vicentinho, 259 mil (29%). Metade mais um dos votos válidos para eliminar o 2º turno seria (maioria absoluta) 447 mil votos.
Faltariam a Dorinha, portanto, 72 mil votos válidos em dez dias: 7,2 mil votos/dia. E a Vicentinho, 188 mil: atrair 18 mil eleitores até o dia 4 de outubro para evitar o 2º turno.
São votos que teriam que garimpar nos demais candidatos ou nos brancos, indecisos e nulos que somam 259 mil votos (29% somados).
Mas a senadora tem uma rejeição de 33% (294 mil eleitores). Um desafio maior que a batalha de Vicentinho para reverter o voto dos 259 mil que o rejeitariam (29%) indicados pela Quaest.
Conclusão óbvia: a vitória ou derrota de um ou outro dependeria do grau de suas rejeições.
Tem uma semana e meia para combatê-las.


