O governo publicou ontem o que pode vir a ser uma prévia do Relatório de Gestão Fiscal do segundo quadrimestre de 2026. Tem até o dia 30 de setembro para publicá-lo.
O Comparativo de Receita/Despesa janeiro/agosto revela um governo enxuto do ponto de vista fiscal, econômico e financeiro.
Mas aponta prioridades de governo que não favoreceram as condições sociais da população.
O governo teve uma receita bruta de R$ 18,3 bilhões. O equivalente a 69% do previsto (R$ 26 bilhões) para o ano em 66% de execução orçamentária.
Teve superávit orçamentário. Despesas correntes de R$ 12,6 bilhões para R$ 15,1 bilhões de receitas correntes.
Destas, R$ 6,236 bilhões de impostos nos dois quadrimestre, quando a previsão anual (três quadrimestres) era de R$ 6,112 bilhões.
Mas exagerou nos salários: gastou em 66% do ano o equivalente a 68% do orçamento previsto. Aplicou em salários R$ 8,235 bilhões para orçamento anual de R$ 12 bilhões.
Outro dado negativo está nos investimentos e dívida. O governo fez previsão de R$ 1,6 bilhões de investimentos no ano. Até agosto só havia compromissado R$ 1,03 bilhão.
Por outro lado, consumiu com amortização e juros da dívida o valor de R$ 1,360 bilhões. Mais que os investimentos. Grande parte financiados pelos empréstimos.
Mas é ainda um governo dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. E não o começo do fim do mundo como apontam adversários na campanha eleitoral.


