O transcurso de um terço do prazo da janela partidária tende a fazer emergir um pouco de racionalidade e realidade à pré-campanha.
Uma delas: a viabilidade ou não da candidatura de Amélio Cayres no grupo palaciano e a possibilidade dele candidatar-se pelo MDB ou PSDB (Alexandre Guimarães/Vicentinho Jr).
Quando teria que mudar de legenda até o próximo dia 6 de abril. E contar, claro, no PSDB, com uma desistência de Vicentinho Jr. E se divulga isto como uma situação possível.
Amélio faz um respeitado trabalho no Legislativo. Colocou seu nome à disposição, mas anda se movimentando dando a impressão de impor sua candidatura.
É, também, o fiador do não impeachment de Wanderlei. E isto empresta à movimentação, na forma empreendida, certo sentido de pressão ilegítima.
Se isto tem um preço, não faltaria numerário que lhe correspondesse. Pode ser, dando-se-lhe crédito e à sua trajetória política, mais uma estratégia diversionista.
E não divisionista como aparenta demonstrar.
Mas não seria no MDB ou PSDB - que tiveram cerca de 20% dos votos do Republicanos em 2022 e 2024 – que Amélio obteria melhores contrapartidas.
Em política imposições necessitam de massa de sustentação. Se totalizarmos os votos dos 4 prefeitos eleitos do MDB e os dois do PSDB em 2024, a equação não lhe é favorável à dissenção
Os dois partidos tiveram cerca de 50 mil votos. Já UB/PP/Podemos/Republicanos/PL saíram das urnas com 690 mil votos. Os números repetiram o desempenho de 2022.
A candidatura de Amélio só teria sentido, assim, apoiada por Wanderlei, governador e presidente do Republicanos. Que no Estado é uma comissão provisória concedente de poderes imperiais.
Até mesmo para apoiar Dorinha Seabra (UB), Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (UB), como já defendeu o Governador.
E como já segue a procissão. Ainda que se duvide se Wanderlei ocupará ou não a vaga destinada a Carlos Gaguim na chapa.
Dúvida que inexistiria sobre Amelio, dadas as suas declarações de que só é candidato a governador. Mais nada lhe interessaria.
Apesar da legítima campanha que já faz para eleger o filho deputado estadual.


