O movimento dos partidos da base bolsonarista a dois dias do início do prazo para convenções deve ocupar a semana no Estado. E no país.
Depois do UB e PP, o Republicanos demonstrou dúvidas no final de semana sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente.
Há, com efeito, dois Bolsonaros atravessados: Flávio e Michele. Entre um e outro pode ser a incerteza.
Pode significar, obviamente, também, apenas elemento de pressão para obrigar resolução de coligações ainda não fechadas, mas é situação colocada.
No Estado, PL, UB, PP e Republicanos tem uma chapa montada para disputar Senado e Governo. Enquanto, nacionalmente, ainda permanece a espera de uma epifania.
Bem como o PSDB (que ganhou a eleição para presidente duas vezes no Tocantins), hoje liderado pelo ex-progressista Vicentinho Jr.
Em oposição ao PT de Lula que, até aqui, tem o palanque do PSD a Senado e Governo. No Estado, a campanha de Lula é coordenada pela ex-senadora Kátia Abreu.
Ainda que PP e UB mantenham cargos no governo Lula (Serpro/Dnit/Codevasf), no Estado, o calendário eleitoral opera performances ilusionistas.
Dorinha Seabra e Wanderlei Barbosa aparentam estar com um pé lá e outro cá. A flexão dos elementos do grupo é a mesma.
A divergência agora, não superada, beneficia, na dúvida, a candidatura de Lula no Tocantins. Estado onde direita e esquerda dividem os votos. Mas não a eleição.
Demarcando, sobremaneira e novamente, o descolamento da campanha regional em relação à nacional.
Isto porque, mantidos os indicadores das pesquisas circunstanciais, na essência, o governo e os dois senadores podem ser eleitos pelo grupo de oposição ao PT.
Ainda que Lula possa ser reeleito, seguindo como se dá desde 2002 no Estado.
No período, de seis eleições disputadas, o PT ganhou as seis para presidente no Tocantins.



