O senador Irajá Abreu (PSD) segue tentando justificar sua estratégia eleitoral com narrativas interessantes e escandalosamente prejudiciais ao seu partido e à candidatura de Lula no Estado.
Mantém sua blitzkrieg à candidatura de Laurez Moreira (do seu partido) ao governo. Com o endosso acintoso da Executiva Nacional.
Circulou ontem declarações que deu a uma rádio em Gurupi onde teria dito que o PT tem “legitimidade para lançar candidatura própria ao Senado, caso essa seja a decisão da legenda."
Ora, o PT tem o seu candidato ao Senado, Paulo Mourão. Assim como o PSD já tinha definido o seu: o próprio Irajá!!
Irajá é que derrubou a decisão da sua legenda e anunciou outra candidata ao Senado.
Conclusão óbvia considerando a declaração do Senador:
Ele, então, seria a própria legenda do PSD dado que, sem o consentimento da direção regional, lançou sua própria companheira de chapa. Não apenas um filiado e parlamentar. Plasmaria o partido.
A tese vai mais adiante: estaria o Senador do PSD sugerindo que o PT lançasse mais um candidato ao Senado?
Os votos de Senado na aliança de Laurez divididos por quatro: dois do PSD e dois do PT?
Me ajude aí!!!! A quem isto beneficiaria, além do Senador do PSD?
Não bastasse a confusão que aprontou no PSD – que rachou a aliança – quer, agora, que o Partido dos Trabalhadores também faça o mesmo.
Quando Laurez e Paulo Mourão tentam juntar os cacos, Irajá bate outra cunha.
Ora, tanto o PT (não só o partido mas a Federação) como o PSD sempre tiveram não só legitimidade mas legalidade para anunciar candidaturas. É a legislação eleitoral e partidária.
E que se note: uma competência legítima e legal dos partidos!! E não dos candidatos!!!
Os pré-candidatos (como Irajá) tem a competência apenas legal para dizerem-se candidatos.
Atendendo o artigo 14 da Constituição e estando filiado a um partido, qualquer um pode e tem o direito.
A legitimidade, entretanto, quem garante é o partido, a direção partidária, a convenção.
E isto é o que o senador Irajá tenta, com ilusionismo chinfrin, fazer desaparecer do lançamento de outra candidatura ao Senado do PSD como se fosse ele a própria direção partidária.
Explodindo uma aliança regional com o PT (com implicações na aliança para presidente), pelas palavras do próprio presidente da Comissão Executiva Nacional do PSD, Gilberto Kassab, porque o Senador teria receio de não ser reeleito numa chapa majoritária com o PT.
Não satisfeito, dobrou a aposta: quer que o PT também se rebele e faça-lhe companhia na estratégia camicase.



