A irresponsabilidade da antecipação da campanha eleitoral de 2028 na Capital – com recursos públicos – deveria obter reação dos eleitores.
E impulsioná-los a uma assepsia na área dando-lhes resposta nas urnas daqui a três meses.
Na metade da administração de um prefeito eleito, desrespeita a opção do morador que escolheu o gestor para comandar o município por quatro anos.
Expõe, desde já, por outro lado, as diferenças entre integrantes de grupos que circunstancialmente estariam na pré-campanha para governo em curso.
As imagens e discursos do frenesi da entrega de obras não deixam margem a dúvidas.
As ausências dos principais personagens da disputa no limiar do prazo para sua exploração política (expira amanhã) são reveladoras daquilo que se passa.
Óbvio que a entrega de benefícios por um governador a moradores da cidade sem a presença do prefeito, da candidata a suceder-lhe e de um senador vice-presidente do Senado – todos na mesma pré-campanha – não sinalizaria hegemonia cultural. Mesmo que tenham suas aparentes justificativas.
Ainda mais apontando Wanderlei Barbosa descaso do poder público (e da sociedade política) com a população beneficiada.
O surrado "eu" e os "outros". Quando o nós seria o mais adequado ao grupo.
Ele próprio vereador desde o início da Capital, o pai prefeito da cidade, deputado estadual e, no governo, dois anos como vice-governador e outros quatro no comando direto ao governo.
Wanderlei, pelo jeito, optou por acatar o comando do deputado Carlos Gaguim. Uma vontade adormecida. O problema é a hora e lugar.
Isto porque as diferenças entre Eduardo Siqueira e Dorinha Seabra com o governador não são desconhecidas. Ambos tem uma espécie de pacto com Eduardo Gomes para 2028.
E que agora, com atraso, impõem a Wanderlei resistência à sídrome de Estocolmo que o açodava.
Tenta sair do sequestro em que se meteu pela própria vontade e necessidade quando entregou o comando de sua própria sucessão como resgate.
Pode implodir tudo, como o fez com o Republicanos, depois de considerado livre por aconselhamentos não muito prudentes.
Ou não: fazer de conta que não fez nada!" E Dorinha que se cuide futebol clube.



