A oposição a Wanderlei Barbosa tem se aproveitado da queda da MP 22 ontem no Legislativo. É do jogo.
Mas pode ter sido um cochilo calculado do governo não mobilizar sua base.
Maior do que a probabilidade de uma rebelião de parlamentares aliados a esta altura do campeonato, com posições definidas e nominatas montadas.
E aí seria aconselhado à oposição mais prudência que providência.
O TJ, por exemplo, deve julgar nesta quinta o mérito de liminar contra a agregação de coronéis concedida por uma desembargadora sob razões jurídicas consistentes.
Ou seja: se não caísse de um jeito, a MP poderia cair de outro. Uma judicialização, mais desgaste.
Wanderlei, como é notório, ainda não está de corpo e alma na campanha da senadora Dorinha Seabra. Deve ter lá seus motivos estratégicos ou não.
Mas ainda comanda o governo. Pode entregar antes das eleições a duplicação da ponte do lago em Palmas.
E foi ele que inaugurou a nova ponte de Porto Nacional. Duas grandes obras necessárias. Os prefeitos não tem o que reclamar de repasses.
O governo segue dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal e com Capacidade de Pagamento e Cauc nos conformes. E a antecipação de salários virou expediente.
E, excluindo-se o inquérito no STJ, Wanderlei tem passado a largo de novas denúncias de desvios na administração pública.
Com aprovação popular de 66,8% (junho/26) acima do que tinha há quatro anos, não é ativo a ser desconsiderado.
E ser abalado por uma MP que beneficiava uma centena de oficiais da PM.
Se entrar com tudo na campanha da senadora Dorinha Seabra, pode sim, fazer a diferença.



