Uma coisa é certa: o governador eleito já iniciou a movimentação para ter um aliado na presidência do Legislativo. Metaforicamente, um Amélio Cayres para chamar de seu.
Os bastidores foram municiados hoje com a informação de que o candidato preferido seria Moisemar Marinho (PL).
Quando político vaza uma informação dessas é :1) para ver a reação (principalmente dos adversários) ou 2) para queimar o “dito-cujo”.
E pode quebrar a cara também: o ungido não concordar com o papel de dublê e ir à luta.
Moisemar, é fato, saiu das urnas com 26 mil e 158 votos (3ª maior votação). É uma larga representação. E isto não cai do pé igual manga comum.
Mas é o mesmo que, defendendo as empresas de bronzeamento artificial, informou à população que a Anvisa e a OMS não tem base científica. Negacionismo em estado bruto.
O mesmo que propôs ao governo do Tocantins um projeto para reflorestar as nascentes do rio Araguaia, que são, desde que o mundo gira, em Goiás (Mineiros).
Nos bastidores, a escolha de um deputado do PL para a base de Vicentinho apoiar é que racharia o PL no Legislativo.
Na tese, a engenharia daria a Moisemar votos de uma dissidência do PL como ele. O partido elegeu cinco deputados.
Mandatos pertencem a partidos. Moisemar não deixou o partido para apoiar Vicentinho.
A bancada ainda oposição ao governador eleito tem também, além dos quatro do PL que ficaram, mais cinco deputados do Republicanos, três do União Brasil, PCdoB, PRD e PV (um cada).
Para eleger-se, o presidente necessita de maioria absoluta dos votos (metade mais um dos componentes). Ou seja 13 votos. E secretos. E não apenas dos presentes.
Vai lá que algum deputado decide, por algum motivo, não tomar posse junto com os demais!! E só depois com a mesa diretora. Vai que.
Significa que, nem se todos os cinco deputados do PL virassem a casaca, a estratégia, nestes termos colocada, teria chances de êxito.
Mas é a engenharia sendo projetada para a eleição da nova mesa diretora que ocorre na primeira sessão da Legislatura.


