Os políticos do Estado terão que processar o novo. Uma delas: o feedback das urnas transformou o G5 (Grupo dos 5) num ônibus velho quebrado, lataria amassada conduzido por um motorista retirado da direção por tentar decidir itinerário e destino dos passageiros.
Os prefeitos dos cinco maiores colégios eleitorais (maiores municípios) levaram um safanão de suas cidades no último domingo. Nada não antecipado pelo blog aos leitores quando, na falta de construírem seu candidato, decidiram fazer um combo e oferecê-lo à Senadora.
Seria, na proposta, o diferencial entre vencido e vencedor. Nada mais falso, como mostraram as urnas.
Como feedback não se justifica, se processa, terão que rever decisões para pelo menos reduzir a diferença entre aquilo que imaginam possuir e o que, de fato, os eleitores os concedem.
E aí um ponto crucial: terão que começar aceitando o novo que saiu das urnas. E ele ronca forte.
Em todos os cinco municípios, os prefeitos do G5 foram às ruas pela Senadora indicando a direção a seus eleitores. Vicentinho Jr, no entanto, derrotou Dorinha Seabra na faixa de 70% dos votos do G5. Vamos ver: Araguaína (70%/30%), Gurupi (63,94%/37,06%), Palmas (65,11%/34,98%), Paraíso (71,03%/28,97%) e Porto Nacional (75,58%/24,42%).
Os motoristas do lotação praticaram mundos e fundos para convencer os passageiros. Assédio eleitoral foi o que não faltou com o poder da máquina.
Igual expediente, como é público, se deu no governo do Estado. Mas ocupo-me aqui só do G5.
Em Araguaína (segundo maior colégio eleitoral), por exemplo, o prefeito Wagner Rodrigues (UB) exonerou os aliados do então candidato ao senado, Alexandre Guimarães (MDB),
E cujo irmão, Israel Guimarães, é vice-prefeito do próprio Wagner. Tudo em favor de Dorinha. Alexandre foi eleito a senador e Dorinha perdeu o governo.
Conclusão óbvia: Wagner, que não tem mais direito à reeleição, pode agora (daqui a dois anos) enfrentar diretamente Alexandre (senador) e o irmão que, ao contrário de Wagner, pode disputar o cargo.
Igual situação se dá em Palmas onde dois de três votos dos moradores caíram em Vicentinho. Apesar do prefeito Eduardo Siqueira (Podemos) defender a candidatura da Senadora
E esta, com antecedência de dois anos, tenha publicamente dedicado-lhe apoio a uma reeleição em 2028 que se mostra a cada dia mais difícil.
Eduardo, que reinventou o novo no velho (na sua eleição) se mostrou, naturalmente (número de eleitores/moradores) de Palmas, o motorista titular do ônibus.
Para sobreviver terá que aceitar a direção do novo do novo.
Vencidos e vencedores. A honra está na forma como se o aceita.


