A saída do senador Irajá Abreu (PSD) da disputa para o Senado abre um armário de 136 mil votos.
Considerando os 16,1% das intenções da última Paraná Pesquisa, é balaio suficiente para definir uma eleição.
Por gravidade, esses votos inclinam-se, em larga medida, a serem atraídos para o deputado federal Alexandre Guimarães.
As circunstâncias que levaram à desistência de Irajá desviam seu eleitorado do PT.
Irajá resistia a Paulo Mourão por fundadas razões: divisão de votos com o petista. Não seria razoável seu eleitorado, agora, beneficiar o adversário.
O eleitor de Irajá, também pela lógica, não teria afinidade com os candidatos de Dorinha/Wanderlei.
Irajá e o governador não são apenas adversários, mas inimigos, como demonstram.
Apoiar candidatos do governo seria beneficiar o inimigo. Obviamente, um ou outro, poderiam pensar diferente. Mas o eleitor de Irajá tem um perfil determinado.
Até mesmo aqueles oriundos do apoio do prefeito Wagner Rodrigues, de Araguaína. Daí a própria dificuldade de Wagner apoiar de pronto Ronaldo Dimas.
Na última eleição estadual, as candidaturas ao Senado tiveram 784 mil votos válidos de um eleitorado de 1,092 milhão de eleitores. O equivalente a 71,7% do eleitorado apto a votar.
Tomando os números como referencial, para efeito de raciocínio, dos 1,182 milhões de eleitores aptos em 2026, ter-se-ia uma estimativa 847 mil votos válidos para senador este ano.
Com 25,1% das intenções da Paraná Pesquisas (25 de julho de 2026), Alexandre teria 212 mil votos. O primeiro colocado, Eduardo Gomes (31,2%) teria 264 mil.
Carlos Gaguim, que viria logo abaixo de Alexandre, teria, por estes números, 141 mil votos.


