O novo da movimentação política da senadora Dorinha Seabra (União Progressista) ontem em Araguaína foi tão somente a participação efetiva do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e seu grupo no palanque.
E a sinalização de uma arrancada de partidos (União Brasil, PL, Republicanos, Podemos, Progressistas, Solidariedade e PRO25) pelo Estado sob o comando do governador.
Isto porque em Araguaína Wanderlei não tem muito o que fazer. Não conseguiu eleger Jorge Frederico em 2024 que perdeu feio para Wagner Rodrigues (UB) com quem andava às turras.
Wagner hoje está no palanque de Wanderlei/Dorinha junto com o ex-prefeito Ronaldo Dimas (Podemos). E de Eduardo Gomes, senador e vice-presidente do Senado.
Esse negócio de comparecimento de multidão para dar uma percepção de pertencimento de mais pessoas é pura peça de propaganda.
No caso de Araguaína, se uma multidão foi ao encontro de Vicentinho/PSDB (semana passada) e outra no de Dorinha ontem, a população estaria enganando um dos dois.
Naquilo que interessa de fato, Wanderlei parece ter entrado de vez na campanha. E deve ter suas razões para decidir-se só agora. Tanto o anúncio quanto intensidade.
Mas o ato tem um valor fundamental e decisivo para Dorinha que vinha de uma rejeição de 31% (Paraná Pesquisas/24 de junho). E um empate técnico com seu principal adversário (35,9%/33,3%).
Wanderlei (última pesquisa interna a que o blog teve acesso ontem) tem uma aprovação popular entre 69% e 72%.
E seu governo é avaliado positivamente por 48% da população (ótimo, 18% e bom, 30%).
Wanderlei é bom de palanque e tem apelo popular indiscutível. Se conseguir transferir metade disso, a oposição terá mais dificuldades do que projetava.
Já que muitos deles apostavam mais no desentendimento do que na aliança Wanderlei/Dorinha.




